Ciências da Natureza e suas Tecnologias
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Ciências da Natureza e suas Tecnologias Question #019e5bf1

Question Statement
Ciências da Natureza e suas Tecnologias
#Óptica da Visão
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A maioria das pessoas fica com a visão embaçada ao abrir os olhos debaixo d'água. Mas há uma exceção: o povo moken, que habita a costa da Tailândia. Essa característica se deve principalmente à adaptabilidade do olho e à plasticidade do cérebro, o que significa que você também, com algum treinamento, poderia enxergar relativamente bem debaixo d'água. Estudos mostraram que as pupilas de olhos de indivíduos moken sofrem redução significativa debaixo d'água, o que faz com que os raios luminosos incidam quase paralelamente ao eixo óptico da pupila.

GISLÉN, A. et al. Visual Training Improves Underwater Vision in Children. Vision Research, n. 46, 2006 (adaptado).

A acuidade visual associada à redução das pupilas é fisicamente explicada pela diminuição

A

da intensidade luminosa incidente na retina.

B

da difração dos feixes luminosos que atravessam a pupila.

C

da intensidade dos feixes luminosos em uma direção por polarização.

D

do desvio dos feixes luminosos refratados no interior do olho.

Correct
E

das reflexões dos feixes luminosos no interior do olho.

Official Explanation / Community Explanations

A redução da pupila faz com que os raios luminosos incidam quase paralelamente ao eixo óptico, diminuindo o desvio dos feixes luminosos refratados no interior do olho. Isso ocorre porque, com a pupila mais estreita, os raios que entram no olho são mais próximos do centro da córnea e do cristalino, onde a curvatura é mais uniforme, reduzindo as aberrações ópticas e melhorando a focalização na retina. A alternativa que aponta a diminuição do desvio dos feixes refratados está correta. As demais alternativas estão incorretas: a intensidade luminosa incidente na retina pode até diminuir, mas isso não explica a melhora da acuidade visual; a difração é um fenômeno que ocorre em bordas e fendas, e a redução da pupila na verdade aumenta a difração, o que prejudicaria a visão; a polarização não está relacionada ao mecanismo descrito; e as reflexões internas não são o principal fator para a melhora da acuidade visual com a contração pupilar.