Ciências Humanas e suas Tecnologias
medium

Ciências Humanas e suas Tecnologias Question #019e5c01

Question Statement
Ciências Humanas e suas Tecnologias
#Ciência Política e Democracia
Medium

Um dos teóricos da democracia moderna, Hans Kelsen, considera elemento essencial da democracia real (não da democracia ideal, que não existe em lugar algum) o método da seleção dos líderes, ou seja, a eleição. Exemplar, neste sentido, é a afirmação de um juiz da Corte Suprema dos Estados Unidos, por ocasião de uma eleição de 1902: “A cabine eleitoral é o templo das instituições americanas, onde cada um de nós é um sacerdote, ao qual é confiada a guarda da arca da aliança e cada um oficia do seu próprio altar”.

BOBBIO, N. Teoria geral da política. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000 (adaptado).

As metáforas utilizadas no texto referem-se a uma concepção de democracia fundamentada no(a)

A

justificação teísta do direito.

B

rigidez da hierarquia de classe.

C

ênfase formalista na administração.

D

protagonismo do Executivo no poder.

E

centralidade do indivíduo na sociedade.

Correct

Official Explanation / Community Explanations

A resposta correta é a que destaca a centralidade do indivíduo na sociedade. O texto de Hans Kelsen e a metáfora do juiz americano enfatizam o papel do cidadão comum no processo eleitoral, comparando a cabine eleitoral a um templo e cada eleitor a um sacerdote. Isso reforça a ideia de que a democracia se fundamenta na participação individual e soberana de cada pessoa, ou seja, no indivíduo como agente central da vida política.

A alternativa que menciona a justificação teísta do direito está incorreta porque, embora haja metáforas religiosas, o foco não é justificar o direito por meio da teologia, mas sim exaltar o ato de votar como um rito cívico.

A opção sobre rigidez da hierarquia de classe é equivocada, pois a democracia moderna, especialmente na visão de Kelsen, busca justamente romper com hierarquias fixas, valorizando a igualdade de participação.

A ênfase formalista na administração não é o cerne da questão; o texto trata do método de seleção dos líderes (eleição), não da administração pública em si.

Por fim, o protagonismo do Executivo no poder não é abordado; a metáfora destaca o papel do eleitor, não do governante.