Ciências Humanas e suas Tecnologias
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Ciências Humanas e suas Tecnologias Question #019e5c04

Question Statement
Ciências Humanas e suas Tecnologias
#Sociologia da Comunicação
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Na sociedade contemporânea, onde as relações sociais tendem a reger-se por imagens midiáticas, a imagem de um indivíduo, principalmente na indústria do espetáculo, pode agregar valor econômico na medida de seu incremento técnico: amplitude do espelhamento e da atenção pública. Aparecer é então mais do que ser; o sujeito é famoso porque é falado. Nesse âmbito, a lógica circulatória do mercado, ao mesmo tempo que acena democraticamente para as massas com supostos “ganhos distributivos” (a informação ilimitada, a quebra das supostas hierarquias culturais), afeta a velha cultura disseminada na esfera pública. A participação nas redes sociais, a obsessão dos selfies, tanto falar e ser falado quanto ser visto são índices do desejo de “espelhamento”.

SODRÉ, M. Disponível em: http://alias.estadao.com.br. Acesso em: 9 fev. 2015 (adaptado).

A crítica contida no texto sobre a sociedade contemporânea enfatiza

A

a prática identitária autorreferente.

B

a dinâmica política democratizante.

C

a produção instantânea de notícias.

D

os processos difusores de informações.

Correct
E

os mecanismos de convergência tecnológica.

Official Explanation / Community Explanations

O texto critica a sociedade contemporânea ao destacar como a lógica do mercado e a midiatização transformam a imagem em valor econômico, priorizando o 'aparecer' sobre o 'ser'. O autor enfatiza que a circulação de informações, amplificada pelas redes sociais e pela obsessão por selfies, cria um desejo de 'espelhamento' e visibilidade. A crítica central recai sobre os processos difusores de informações, que, embora aparentem democratizar o acesso, na verdade afetam a cultura tradicional e reforçam uma lógica mercadológica.

A alternativa que aponta os processos difusores de informações está correta porque o texto menciona explicitamente a 'lógica circulatória do mercado' e como ela 'afeta a velha cultura disseminada na esfera pública', além de citar a participação em redes sociais e a obsessão por selfies como exemplos desse fenômeno.

As demais alternativas estão incorretas: a prática identitária autorreferente (A) não é o foco da crítica, que é mais ampla; a dinâmica política democratizante (B) é mencionada como suposta, mas o texto a questiona; a produção instantânea de notícias (C) não é abordada; e os mecanismos de convergência tecnológica (E) são apenas um pano de fundo, não o alvo principal da crítica.