Ciências Humanas e suas Tecnologias
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Ciências Humanas e suas Tecnologias Question #019e5c04

Question Statement
Ciências Humanas e suas Tecnologias
#Sociologia Clássica
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A crescente intelectualização e racionalização não indicam um conhecimento maior e geral das condições sob as quais vivemos. Significa a crença em que, se quiséssemos, poderíamos ter esse conhecimento a qualquer momento. Não há forças misteriosas incalculáveis; podemos dominar todas as coisas pelo cálculo.

WEBER, M. A ciência como vocação. In: GERTH, H.; MILLS, W. (Org.). Max Weber: ensaios de sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1979 (adaptado).

Tal como apresentada no texto, a proposição de Max Weber a respeito do processo de desencantamento do mundo evidencia o(a)

A

progresso civilizatório como decorrência da expansão do industrialismo.

B

extinção do pensamento mítico como um desdobramento do capitalismo.

C

emancipação como consequência do processo de racionalização da vida.

Correct
D

afastamento de crenças tradicionais como uma característica da modernidade.

E

fim do monoteísmo como condição para a consolidação da ciência.

Official Explanation / Community Explanations

A resposta correta é a que afirma que o desencantamento do mundo, segundo Max Weber, evidencia a emancipação como consequência do processo de racionalização da vida. No texto, Weber destaca que a intelectualização e racionalização trazem a crença de que podemos dominar todas as coisas pelo cálculo, eliminando forças misteriosas. Isso representa uma emancipação do ser humano em relação às explicações místicas e tradicionais, permitindo que ele compreenda e controle o mundo por meio da razão e da ciência.

A alternativa que menciona o progresso civilizatório como decorrência da expansão do industrialismo está incorreta, pois Weber não associa diretamente o desencantamento ao industrialismo, mas sim ao processo mais amplo de racionalização que permeia diversas esferas da vida social, incluindo a ciência, a economia e a burocracia.

A opção que fala em extinção do pensamento mítico como um desdobramento do capitalismo também é equivocada. Embora o capitalismo seja uma expressão da racionalização, Weber não defende que o pensamento mítico seja extinto, mas sim que perde sua centralidade na explicação do mundo, sendo substituído por uma visão racional e calculável.

A alternativa que aponta o afastamento de crenças tradicionais como uma característica da modernidade está parcialmente correta, mas não capta o núcleo da proposição weberiana. O desencantamento não é apenas o afastamento de crenças, mas a substituição delas por uma postura racional que permite o domínio técnico-científico do mundo, resultando em emancipação.

Por fim, a opção que menciona o fim do monoteísmo como condição para a consolidação da ciência é incorreta. Weber não relaciona o desencantamento ao fim do monoteísmo; pelo contrário, ele argumenta que o próprio monoteísmo judaico-cristão contribuiu para o desencantamento ao eliminar a magia e os deuses intermediários, preparando o terreno para a racionalização.