Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Question #019e5c07
Cara ao Modernismo, a questão da identidade nacional é recorrente na prosa e na poesia de Mário de Andrade. Em O trovador, esse aspecto é
abordado subliminarmente, por meio de expressões como “coração arlequinal” que, evocando o carnaval, remete à brasilidade.
verificado já no título, que remete aos repentistas nordestinos, estudados por Mário de Andrade em suas viagens e pesquisas folclóricas.
lamentado pelo eu lírico, tanto no uso de expressões como “Sentimentos em mim do asperamente” (v. 1), “frio” (v. 6), “alma doente” (v. 7), como pelo som triste do alaúde “Dlorom” (v. 9).
problematizado na oposição tupi (selvagem) x alaúde (civilizado), apontando a síntese nacional que seria proposta no Manifesto Antropófago, de Oswald de Andrade.
exaltado pelo eu lírico, que evoca os “sentimentos dos homens das primeiras eras” para mostrar o orgulho brasileiro por suas raízes indígenas.
Official Explanation / Community Explanations
A resposta correta é a que afirma que a identidade nacional é lamentada pelo eu lírico. No poema O trovador, de Mário de Andrade, o eu lírico expressa sentimentos de dor e melancolia, como evidenciado pelos versos “Sentimentos em mim do asperamente”, “frio” e “alma doente”, além do som triste do alaúde “Dlorom”. Essa lamentação reflete uma visão crítica e angustiada da identidade nacional, típica do Modernismo brasileiro, que buscava romper com o passado e construir uma nova consciência cultural. As demais alternativas estão incorretas: a que menciona “coração arlequinal” não é o foco central do poema; a que remete aos repentistas nordestinos não se sustenta, pois o título “O trovador” não se refere especificamente a eles; a que opõe tupi e alaúde é uma interpretação forçada, e a que exalta as raízes indígenas contradiz o tom de lamento do poema.