Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Question #019e5c08
A discussão sobre “o fim do livro de papel” com a chegada da mídia eletrônica me lembra a discussão idêntica sobre a obsolescência do folheto de cordel. Os folhetos talvez não existam mais daqui a 100 ou 200 anos, mas, mesmo que isso aconteça, os poemas de Leandro Gomes de Barros ou Manuel Camilo dos Santos continuarão sendo publicados e lidos — em CD-ROM, em livro eletrônico, em “chips quânticos”, sei lá o quê. O texto é uma espécie de alma imortal, capaz de reencarnar em corpos variados [...]
Ao refletir sobre a possível extinção do livro impresso e o surgimento de outros suportes em via eletrônica, o cronista manifesta seu ponto de vista, defendendo que
o cordel é um dos gêneros textuais, por exemplo, que será extinto com o avanço da tecnologia.
o livro impresso permanecerá como objeto cultural veiculador de impressões e de valores culturais.
o surgimento da mídia eletrônica decretou o fim do prazer de se ler textos em livros e suportes impressos.
os textos continuarão vivos e passíveis de reprodução em novas tecnologias, mesmo que os livros desapareçam.
os livros impressos desaparecerão e, com eles, a possibilidade de se ler obras literárias dos mais diversos gêneros.
Official Explanation / Community Explanations
O cronista defende que o texto é uma espécie de alma imortal, capaz de reencarnar em corpos variados, ou seja, os textos continuarão vivos e poderão ser reproduzidos em novas tecnologias, mesmo que os livros impressos desapareçam. A alternativa que afirma que os textos continuarão vivos e passíveis de reprodução em novas tecnologias, mesmo que os livros desapareçam, está correta porque reflete exatamente essa ideia de imortalidade do texto, independentemente do suporte físico. As demais alternativas estão incorretas: a que afirma que o cordel será extinto com o avanço da tecnologia contradiz o texto, que diz que os poemas continuarão sendo publicados e lidos em novos suportes; a que afirma que o livro impresso permanecerá como objeto cultural veiculador de impressões e valores culturais não é defendida pelo cronista, que fala em possível desaparecimento do livro de papel; a que afirma que a mídia eletrônica decretou o fim do prazer de ler textos impressos é uma interpretação negativa não presente no texto; e a que afirma que os livros impressos desaparecerão e com eles a possibilidade de ler obras literárias contradiz a tese central de que os textos sobreviverão em novos suportes.