Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Question #019e5c08
Motivadas ou não historicamente, normas prestigiadas ou estigmatizadas pela comunidade sobrepõem-se ao longo do território, seja numa relação de oposição, seja de complementaridade, sem, contudo, anular a interseção de usos que configuram uma norma nacional distinta da do português europeu. Ao focalizar essa questão, que opõe não só as normas do português de Portugal às normas do português brasileiro, mas também as chamadas normas cultas locais às populares ou vernáculas, deve-se insistir na ideia de que essas normas se consolidaram em diferentes momentos da nossa história e que só a partir do século XVIII se pode começar a pensar na bifurcação das variantes continentais, ora em consequência de mudanças ocorridas no Brasil, ora em Portugal, ora, ainda, em ambos os territórios.
Ao abordar essa questão, que opõe não só as normas do português de Portugal às normas do português brasileiro, mas também as chamadas normas cultas locais às populares ou vernáculas, deve-se insistir na ideia de que essas normas se consolidaram em diferentes momentos da nossa história e que só a partir do século XVIII se pode começar a pensar na bifurcação das variantes continentais, ora em consequência de mudanças ocorridas no Brasil, ora em Portugal, ora, ainda, em ambos os territórios.
A variação linguística no Brasil é homogênea e uniforme.
O português brasileiro é uma variação do português europeu que se consolidou no século XVI.
As normas linguísticas no Brasil se consolidaram em diferentes momentos históricos, e a bifurcação entre as variantes continentais começou a se delinear a partir do século XVIII.
As normas cultas locais são superiores às normas populares ou vernáculas.
A oposição entre normas prestigiadas e estigmatizadas não influencia a configuração da norma nacional brasileira.
Official Explanation / Community Explanations
A resposta correta é a que afirma que as normas linguísticas no Brasil se consolidaram em diferentes momentos históricos, e a bifurcação entre as variantes continentais começou a se delinear a partir do século XVIII. O texto de Callou sustenta exatamente essa ideia, destacando que as normas se consolidaram em diferentes momentos e que a bifurcação entre as variantes do português de Portugal e do Brasil só pode ser pensada a partir do século XVIII. As demais alternativas estão incorretas: a que afirma que a variação linguística no Brasil é homogênea e uniforme contradiz o texto, que enfatiza a diversidade de normas; a que situa a consolidação do português brasileiro no século XVI é anacrônica, pois o texto aponta o século XVIII como marco; a que defende a superioridade das normas cultas sobre as populares é uma interpretação valorativa não presente no texto; e a que nega a influência da oposição entre normas prestigiadas e estigmatizadas na configuração da norma nacional brasileira vai contra a argumentação do autor, que justamente discute essa oposição.