Ciências da Natureza e suas Tecnologias Question #019e5c11
Houve uma grande elevação do número de casos de malária na Amazônia que, de 30 mil casos na década de 1970, chegou a cerca de 600 mil na década de 1990.
Esse aumento pode ser relacionado a mudanças na região, como
as transformações no clima da região decorrentes do efeito estufa e da diminuição da camada de ozônio.
o empobrecimento da classe média e a conseqüente falta de recursos para custear o caro tratamento da doença.
o aumento na migração humana para fazendas, grandes obras, assentamentos e garimpos, instalados nas áreas de floresta.
as modificações radicais nos costumes dos povos indígenas, que perderam a imunidade natural ao mosquito transmissor.
a destruição completa do ambiente natural de reprodução do agente causador, que o levou a migrar para os grandes centros urbanos.
Official Explanation / Community Explanations
A malária é uma doença transmitida por mosquitos do gênero Anopheles, que se reproduzem em água limpa e parada. O aumento expressivo de casos na Amazônia entre as décadas de 1970 e 1990 está diretamente relacionado à intensificação do desmatamento e à ocupação humana desordenada da região. A migração de trabalhadores para fazendas, grandes obras (como hidrelétricas e estradas), assentamentos rurais e garimpos criou condições propícias para a proliferação do mosquito vetor, como acúmulo de água em poças, valas e recipientes, além de expor populações não imunes ao parasita.
As demais alternativas não explicam corretamente o fenômeno:
- A alternativa que menciona transformações climáticas decorrentes do efeito estufa e da camada de ozônio não é pertinente, pois esses fatores não são os principais responsáveis pelo aumento localizado de malária na Amazônia no período.
- A alternativa sobre empobrecimento da classe média e falta de recursos para tratamento não se sustenta, pois a malária na região afeta principalmente populações de baixa renda e o tratamento é oferecido pelo sistema público de saúde.
- A alternativa que fala em modificações nos costumes indígenas e perda de imunidade natural é incorreta, pois os povos indígenas historicamente convivem com a malária e desenvolvem alguma imunidade, mas não foram o principal grupo responsável pelo aumento de casos.
- A alternativa que sugere destruição completa do ambiente natural de reprodução do agente causador e migração para centros urbanos é contraditória, pois a destruição do habitat natural do mosquito reduziria a transmissão, e não o contrário; além disso, a malária na Amazônia concentra-se em áreas rurais e de floresta, não nos grandes centros urbanos.