Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
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Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Question #019e5c11

Question Statement
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
#literatura brasileira
#modernismo
#tarsila do amaral
#joão cabral de melo neto
#massificação
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(Tarsila do Amaral, Operários.) (Nádia Gotlib. Tarsila do Amaral, a modernista.)

O texto aponta no quadro de Tarsila do Amaral um tema que também se encontra nos versos transcritos em:

A

Pensem nas meninas / Cegas inexatas / Pensem nas mulheres / Rotas alteradas. (Vinícius de Moraes)

B

Somos muitos severinos / iguais em tudo e na sina: / a de abrandar estas pedras / suando-se muito em cima. (João Cabral de Melo Neto)

Correct
C

O funcionário público / não cabe no poema / com seu salário de fome / sua vida fechada em arquivos. (Ferreira Gullar)

D

Não sou nada. / Nunca serei nada. / Não posso querer ser nada. / À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo. (Fernando Pessoa)

E

Os inocentes do Leblon / Não viram o navio entrar (...) / Os inocentes, definitivamente inocentes tudo ignoravam, / mas a areia é quente, e há um óleo suave / que eles passam pelas costas, e aquecem. (Carlos Drummond de Andrade)

Official Explanation / Community Explanations

A pintura 'Operários' de Tarsila do Amaral retrata a massificação e a despersonalização dos trabalhadores na era industrial, destacando a uniformidade de rostos e a condição coletiva de exploração. O poema de João Cabral de Melo Neto, 'Morte e Vida Severina', aborda a mesma temática: a repetição de destinos e a luta coletiva dos retirantes nordestinos, simbolizada pelos 'muitos severinos' que são 'iguais em tudo e na sina'. A alternativa que cita 'Somos muitos severinos / iguais em tudo e na sina' está correta porque ambos os textos enfatizam a perda da individualidade e a condição compartilhada de sofrimento e trabalho. As demais alternativas não se relacionam diretamente com o tema da massificação operária: a opção sobre 'meninas cegas' e 'mulheres rotas' trata de fragilidade feminina, não de trabalho coletivo; a do 'funcionário público' fala de burocracia e alienação individual, mas não da massa de trabalhadores; a de Fernando Pessoa expressa niilismo existencial individual; e a de Drummond descreve a inocência e o privilégio de uma elite alheia à realidade social.