Ciências Humanas e suas Tecnologias Question #019e5c13
Os fluxos migratórios humanos, representados nos mapas abaixo, mais do que um deslocamento espacial podem significar uma mudança de condição social.
Analisando-se os mapas, pode-se afirmar que essa mudança ocorreu com:
trabalhadores rurais nordestinos, que migraram para São Paulo nas décadas de 50 e de 60, transformando-se em operários do setor industrial.
agricultores sulistas, que migraram para o centro-oeste na década de 60, transformando-se em empresários da mineração.
trabalhadores rurais nordestinos, que migraram para a Amazônia na década de 60, transformando-se em grandes proprietários de terras.
moradores das periferias das grandes cidades, que migraram para o interior do país na década de 70 atraídos pelas oportunidades de emprego nas reservas extrativistas.
pequenos proprietários rurais nordestinos que, na década de 70, migraram para São Paulo para trabalhar como bóias-frias na colheita de café.
Official Explanation / Community Explanations
A resposta correta é a que descreve trabalhadores rurais nordestinos que migraram para São Paulo nas décadas de 1950 e 1960 e se transformaram em operários do setor industrial. Esse fluxo migratório está representado no primeiro mapa e corresponde ao processo de industrialização e urbanização do Sudeste, especialmente São Paulo, que atraiu grande contingente de nordestinos para trabalhar nas fábricas, alterando sua condição social de rural para urbano-industrial.
A alternativa que menciona agricultores sulistas migrando para o Centro-Oeste na década de 1960 e se transformando em empresários da mineração está incorreta porque, embora tenha havido migração de sulistas para o Centro-Oeste, ela estava ligada à expansão da fronteira agrícola, não à mineração.
A alternativa sobre trabalhadores rurais nordestinos que migraram para a Amazônia na década de 1960 e se tornaram grandes proprietários de terras é incorreta, pois a migração para a Amazônia foi incentivada por projetos de colonização, mas a maioria dos migrantes não se tornou grande proprietária; muitos enfrentaram dificuldades e não houve transformação social significativa nesse sentido.
A alternativa que cita moradores das periferias das grandes cidades migrando para o interior na década de 1970 atraídos por reservas extrativistas é incorreta, pois o movimento descrito não corresponde aos fluxos migratórios representados nos mapas, que mostram deslocamentos do Nordeste para São Paulo e do Sudeste para o Centro-Oeste e Norte, mas não de periferias para o interior.
A alternativa sobre pequenos proprietários rurais nordestinos que migraram para São Paulo na década de 1970 para trabalhar como bóias-frias na colheita de café é incorreta, pois embora tenha havido migração de nordestinos para São Paulo nesse período, o mapa da década de 1970 mostra fluxos do Nordeste para São Paulo, mas a transformação social descrita (de pequeno proprietário a bóia-fria) não representa uma mudança positiva de condição social, e sim uma precarização.