Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
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Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Question #019e5bdd

Question Statement
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
#Variação Linguística
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I: o nome do filme é roupa suja ... eu assisti na minha casa ... com minha mãe ... tinha um ... o filme era sobre um homem que colocaram ... trocaram as bolsas ... daí o homem levou uma bolsa cheia de dinheiro sem ele saber que na mala dele ... pensando que era dele mas era errada ... quando ele chegou onde ele ia trabalhar ... tinha uma moça tentando abrir a porta pra fazer entrevista com uns cantores lá que tinham ... daí ele perguntou “você tá tentando abrir a porta?”... daí ele ... “ah ... tá ... sim” ... daí ela ... “é ... e quero fazer uma entrevista” ... daí ele disse ... “você quer entrar ... então pode entrar” ... daí entraram ... daí ficaram lá ... quando ela entrou e queria fazer a entrevista um homem num deixou ... daí a mulher pegou ... subiu onde o homem tava trabalhando ... rapaz né ... onde ele tava trabalhando e ficou lá e dando o show ...

CUNHA, M. A. F. Corpus discurso & gramática: a língua falada e escrita na cidade de Natal. Disponível em: https://deg.uff.br. Acesso em: 4 dez. 2024 (adaptado).

Nesse texto, a repetição da forma “daí” revela

A

a necessidade de adequação ao interlocutor.

B

a origem regional do locutor.

C

a escolaridade do falante.

D

uma estratégia presente na linguagem oral.

Correct
E

uma ênfase em determinadas partes do discurso.

Official Explanation / Community Explanations

A repetição da forma “daí” no texto é uma característica típica da linguagem oral, funcionando como um marcador discursivo que organiza a narrativa e mantém a coesão entre as ideias. Na fala espontânea, é comum o uso de conectores como “daí” para sequenciar eventos, sem que isso indique necessariamente inadequação, regionalismo, baixa escolaridade ou ênfase específica. A alternativa que aponta uma estratégia presente na linguagem oral está correta porque o texto reproduz uma narrativa falada, na qual “daí” atua como um elemento de ligação entre os episódios, refletindo a estrutura típica da oralidade. As demais alternativas estão incorretas: a necessidade de adequação ao interlocutor não é evidenciada, pois o falante não modifica seu discurso; a origem regional não é determinada apenas pelo uso de “daí”, já que esse termo é comum em diversas regiões; a escolaridade do falante não pode ser inferida por esse marcador, pois seu uso é generalizado na fala; e a ênfase em partes do discurso não é o papel principal de “daí”, que serve mais como conector do que como recurso de destaque.