Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
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Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Question #019e5bea

Question Statement
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
#Interpretação Textual
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Ora, sempre que surge uma nova técnica, ela quer demonstrar que revogará as regras e coerções que presidiram o nascimento de todas as outras invenções do passado. Ela se pretende orgulhosa e única. Como se a nova técnica carreasse com ela, automaticamente, para seus novos usuários, uma propensão natural a fazer economia de qualquer aprendizagem. Como se ela se preparasse para varrer tudo que a precedeu, ao mesmo tempo transformando em analfabetos todos os que ousassem repeli-la.
Fui testemunha dessa mudança ao longo de toda a minha vida. Ao passo que, na realidade, é o contrário que acontece. Cada nova técnica exige uma longa iniciação numa nova linguagem, ainda mais longa na medida em que nosso espírito é formatado pela utilização das linguagens que precederam o nascimento da recém-chegada.

ECO, U.; CARRIÈRE, J.-C. Não contem com o fim do livro. Rio de Janeiro: Record, 2010 (adaptado).

O texto revela que, quando a sociedade promove o desenvolvimento de uma nova técnica, o que mais impacta seus usuários é a

A

dificuldade na apropriação da nova linguagem.

Correct
B

valorização da utilização da nova tecnologia.

C

recorrência das mudanças tecnológicas.

D

suplantação imediata dos conhecimentos prévios.

E

rapidez no aprendizado do manuseio das novas invenções.

Official Explanation / Community Explanations

A resposta correta é a que aponta a dificuldade na apropriação da nova linguagem. O texto de Umberto Eco e Jean-Claude Carrière argumenta que, ao contrário da crença comum de que novas técnicas dispensam aprendizados anteriores, cada nova técnica exige uma longa iniciação em uma nova linguagem. Essa iniciação é ainda mais demorada porque nosso espírito já está formatado pelas linguagens anteriores. Portanto, o principal impacto sobre os usuários é justamente a dificuldade de aprender essa nova linguagem.

A alternativa que menciona a valorização da utilização da nova tecnologia está incorreta porque o texto não discute valorização, mas sim o processo de adaptação e aprendizado.

A opção sobre a recorrência das mudanças tecnológicas também não é o foco; o texto não enfatiza a frequência das mudanças, mas sim a necessidade de aprendizado a cada nova técnica.

A alternativa que fala em suplantação imediata dos conhecimentos prévios é contrária ao que o texto defende: ele afirma que as novas técnicas não varrem o passado, mas exigem um aprendizado que se soma aos conhecimentos anteriores.

Por fim, a opção que sugere rapidez no aprendizado do manuseio das novas invenções é oposta à ideia central do texto, que destaca a longa iniciação necessária.