Ciências Humanas e suas Tecnologias Question #019e5bef
É difícil imaginar que nos anos 1990, num país com setores da população na pobreza absoluta e sem uma rede de benefícios sociais em que se apoiar, um governo possa abandonar o papel de promotor de programas de geração de emprego, de assistência social, de desenvolvimento da infraestrutura e de promoção de regiões excluídas, na expectativa de que o mercado venha algum dia a dar uma resposta adequada a tudo isso.
Nesse contexto, a criticada postura dos governos frente à situação social do país coincidiu com a priorização de que medidas?
Expansão dos investimentos nas empresas públicas e nos bancos estatais.
Democratização do crédito habitacional e da aquisição de moradias populares.
Enxugamento da carga fiscal individual e da contribuição tributária empresarial.
Reformulação do acesso ao ensino superior e do financiamento científico nacional.
Reforma das políticas macroeconômicas e dos mecanismos de controle inflacionário.
Official Explanation / Community Explanations
A questão aborda a crítica à postura dos governos nos anos 1990, que abandonaram seu papel de promotor de políticas sociais e de desenvolvimento, esperando que o mercado resolvesse os problemas. Essa postura está associada à adoção de políticas neoliberais, que priorizam a estabilização econômica e o controle da inflação por meio de reformas macroeconômicas. A alternativa correta aponta a reforma das políticas macroeconômicas e dos mecanismos de controle inflacionário como a medida priorizada, pois isso reflete a crença de que o mercado, uma vez estabilizado, geraria crescimento e inclusão social. As demais alternativas estão incorretas: a expansão de investimentos em empresas públicas e bancos estatais é oposta ao ideário neoliberal, que defende a privatização e a redução do Estado; a democratização do crédito habitacional e moradias populares seria uma política social ativa, que o governo criticado abandonou; o enxugamento da carga fiscal individual e empresarial, embora seja uma medida neoliberal, não é o foco central da crítica, que se refere à omissão do Estado em promover desenvolvimento e inclusão; a reformulação do acesso ao ensino superior e financiamento científico também seria uma ação estatal, contrária à postura de esperar que o mercado resolva tudo.