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Linguagens Question #019f69c5

Question Statement
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#Policial
#Coesão e Coerência
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(Q7) Muitas obras cinematográficas e séries televisivas são
inspiradas ou baseadas em obras literárias. Inúmeros filmes,
desde o surgimento do cinema até a atualidade, seguem
transpondo para a tela histórias relatadas nos livros, como atesta a
crescente quantidade de best-sellers adaptados para o cinema.

Segundo Carlos Gerbase, cineasta e jornalista brasileiro, a
prevalência do estilo narrativo é quase natural, visto que as
histórias contadas nos livros e nos filmes são uma forma de
compreender a vida como uma progressão de acontecimentos.
O autor explica que as histórias têm começo, meio e fim e que,
nelas, os acontecimentos levam a outros acontecimentos — assim
como em nossas vidas. Logo, as narrativas aproximam o público
porque este se identifica nelas. Além disso, livros e filmes
permitem viagens por diversos mundos e possibilitam reflexões e
compreensões, novos conhecimentos e novas experiências.

Ainda de acordo com Gerbase, quando nos identificamos
com determinado personagem, aprendemos a como agir
socialmente (ou antissocialmente). Nesse sentido, a literatura
funciona como uma espécie de guia universal de boas maneiras
para a convivência de comunidades às vezes muito diferentes
culturalmente.

Histórias sobre a polícia, segundo Jonathan Nichols-Pethick,
acadêmico especialista em mídia e cinema, representam mais do que
uma disputa entre o bem e o mal. Elas responderiam a algumas das
nossas mais prementes preocupações sociais: preocupações sobre
como imaginamos e mantemos um senso de comunidade em
uma sociedade vasta e muitas vezes alienante, e também sobre como
enxergamos os nossos direitos e as nossas responsabilidades
como cidadãos.

De acordo com Nichols-Pethick, o sucesso do gênero
policial desde a literatura do século XIX, passando pelo cinema e
pela televisão, se justificaria por essa relação estabelecida entre a
narrativa policial e os indivíduos, que buscam nela sanar suas
preocupações com a segurança ou buscar um senso de justiça.

Camila Furuzawa. Séries policiais: características e particularidades das narrativas policiais televisivas. In: Vozes & Diálogo, v. 12, n.º 2. Itajaí, SC, jul.- dez./2013 (com adaptações).

No segundo parágrafo, o intercambiamento das expressões "Logo" (terceiro período) e "Além disso" (quarto período), embora alterasse as relações coesivas entre os períodos, manteria a coerência das ideias do texto.

A

Certo

B

Errado

Correct

Official Explanation / Community Explanations

A afirmação está incorreta (Errada) porque a troca (intercambiamento) dos conectivos prejudica a coerência (a lógica e o sentido) do texto.

Para compreender o erro da assertiva, devemos analisar o papel semântico de cada conector:

  1. "Logo" é uma conjunção coordenativa conclusiva. Ela é utilizada para introduzir uma dedução, um fechamento ou uma consequência lógica de premissas apresentadas anteriormente.
  2. "Além disso" é uma locução de valor aditivo. Ela serve para introduzir um novo argumento ou elemento que se soma ao que já foi dito, sem caráter de conclusão.

Ao permutar esses conectivos:

  • O período que originalmente trazia uma conclusão lógica passaria a apresentar uma mera adição de informação.
  • O período que trazia uma adição passaria a apresentar uma conclusão que logicamente não se sustenta como tal.

Embora a coesão textual (a estrutura gramatical de ligação) pudesse ser formalmente mantida, a coerência (a relação lógica e harmônica entre as ideias) seria severamente afetada, tornando o raciocínio do texto contraditório ou sem sentido. Portanto, a troca não manteria a coerência do texto.