Pregunta de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5c01
“Acuenda o Pajubá”: conheça o “dialeto secreto” utilizado por gays e travestis
Com origem no iorubá, linguagem foi adotada por travestis e ganhou a comunidade.
“Nhaí, amapô! Não faça a loka e pague meu acué, deixe de equê se não eu puxo teu picumã!” Entendeu as palavras dessa frase? Se sim, é porque você manja alguma coisa de pajubá, o “dialeto secreto” dos gays e travestis.
Adepto do uso das expressões, mesmo nos ambientes mais formais, um advogado afirma: “É claro que eu não vou falar durante uma audiência ou numa reunião, mas na firma, com meus colegas de trabalho, eu falo de ‘acué’ o tempo inteiro”, brinca. “A gente tem que ter cuidado de falar outras palavras porque hoje o pessoal já entende, né? Tá na internet, tem até dicionário...”, comenta.
O dicionário a que ele se refere é o Aurélia, a dicionária da língua afiada, lançado no ano de 2006 e escrito pelo jornalista Angelo Vip e por Fred Libi. Na obra, há mais de 1 300 verbetes revelando o significado das palavras do pajubá.
Não se sabe ao certo quando essa linguagem surgiu, mas sabe-se que há claramente uma relação entre o pajubá e a cultura africana, numa costura iniciada ainda na época do Brasil colonial.
Da perspectiva do usuário, o pajubá ganha status de dialeto, caracterizando-se como elemento de patrimônio linguístico, especialmente por
ter mais de mil palavras conhecidas.
ter palavras diferentes de uma linguagem secreta.
ser consolidado por objetos formais de registro.
ser utilizado por advogados em situações formais.
ser comum em conversas no ambiente de trabalho.
Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad
A resposta correta é a que afirma que o pajubá ganha status de dialeto e se caracteriza como patrimônio linguístico especialmente por ser consolidado por objetos formais de registro. O texto menciona que existe um dicionário chamado Aurélia, com mais de 1.300 verbetes, que registra formalmente as palavras do pajubá. Esse registro formal é o que confere ao pajubá o status de dialeto e o insere no patrimônio linguístico, pois a existência de uma obra lexicográfica documenta e sistematiza a variedade linguística.
A alternativa que aponta ter mais de mil palavras conhecidas está incorreta porque, embora o dicionário tenha mais de 1.300 verbetes, o simples número de palavras não é o que caracteriza o pajubá como dialeto ou patrimônio linguístico; o que importa é o registro formal.
A alternativa que menciona ter palavras diferentes de uma linguagem secreta é incorreta, pois o texto afirma que o pajubá é um “dialeto secreto”, e a diferença em relação a uma linguagem secreta não é o fator que lhe confere status de dialeto.
A alternativa que diz ser utilizado por advogados em situações formais está incorreta, pois o texto mostra que o advogado evita usar o pajubá em situações formais como audiências ou reuniões, usando-o apenas em ambientes informais.
A alternativa que afirma ser comum em conversas no ambiente de trabalho está incorreta, pois o texto indica que o uso no trabalho ocorre entre colegas, mas não é esse uso cotidiano que fundamenta o status de dialeto e patrimônio linguístico; é o registro formal que o consolida.