Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
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Pregunta de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5c01

Enunciado de la Pregunta
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
#Recursos expressivos da narrativa
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“Acuenda o Pajubá”: conheça o “dialeto secreto” utilizado por gays e travestis
Com origem no iorubá, linguagem foi adotada por travestis e ganhou a comunidade.
“Nhaí, amapô! Não faça a loka e pague meu acué, deixe de equê se não eu puxo teu picumã!” Entendeu as palavras dessa frase? Se sim, é porque você manja alguma coisa de pajubá, o “dialeto secreto” dos gays e travestis.
Adepto do uso das expressões, mesmo nos ambientes mais formais, um advogado afirma: “É claro que eu não vou falar durante uma audiência ou numa reunião, mas na firma, com meus colegas de trabalho, eu falo de ‘acué’ o tempo inteiro”, brinca. “A gente tem que ter cuidado de falar outras palavras porque hoje o pessoal já entende, né? Tá na internet, tem até dicionário...”, comenta.
O dicionário a que ele se refere é o Aurélia, a dicionária da língua afiada, lançado no ano de 2006 e escrito pelo jornalista Angelo Vip e por Fred Libi. Na obra, há mais de 1 300 verbetes revelando o significado das palavras do pajubá.
Não se sabe ao certo quando essa linguagem surgiu, mas sabe-se que há claramente uma relação entre o pajubá e a cultura africana, numa costura iniciada ainda na época do Brasil colonial.

Disponível em: www.midiamax.com.br. Acesso em: 4 abr. 2017 (adaptado).

Da perspectiva do usuário, o pajubá ganha status de dialeto, caracterizando-se como elemento de patrimônio linguístico, especialmente por

A

ter mais de mil palavras conhecidas.

B

ter palavras diferentes de uma linguagem secreta.

C

ser consolidado por objetos formais de registro.

Correcto
D

ser utilizado por advogados em situações formais.

E

ser comum em conversas no ambiente de trabalho.

Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad

A resposta correta é a que afirma que o pajubá ganha status de dialeto e se caracteriza como patrimônio linguístico especialmente por ser consolidado por objetos formais de registro. O texto menciona que existe um dicionário chamado Aurélia, com mais de 1.300 verbetes, que registra formalmente as palavras do pajubá. Esse registro formal é o que confere ao pajubá o status de dialeto e o insere no patrimônio linguístico, pois a existência de uma obra lexicográfica documenta e sistematiza a variedade linguística.

A alternativa que aponta ter mais de mil palavras conhecidas está incorreta porque, embora o dicionário tenha mais de 1.300 verbetes, o simples número de palavras não é o que caracteriza o pajubá como dialeto ou patrimônio linguístico; o que importa é o registro formal.

A alternativa que menciona ter palavras diferentes de uma linguagem secreta é incorreta, pois o texto afirma que o pajubá é um “dialeto secreto”, e a diferença em relação a uma linguagem secreta não é o fator que lhe confere status de dialeto.

A alternativa que diz ser utilizado por advogados em situações formais está incorreta, pois o texto mostra que o advogado evita usar o pajubá em situações formais como audiências ou reuniões, usando-o apenas em ambientes informais.

A alternativa que afirma ser comum em conversas no ambiente de trabalho está incorreta, pois o texto indica que o uso no trabalho ocorre entre colegas, mas não é esse uso cotidiano que fundamenta o status de dialeto e patrimônio linguístico; é o registro formal que o consolida.