Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
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Pregunta de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5c03

Enunciado de la Pregunta
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
#Variação linguística e Léxico
Medio

O nome do inseto pirilampo (vaga-lume) tem uma interessante certidão de nascimento. De repente, no fim do século XVII, os poetas de Lisboa repararam que não podiam cantar o inseto luminoso, apesar de ele ser um manancial de metáforas, pois possuía um nome “indecoroso” que não podia ser “usado em papéis sérios”: caga-lume. Foi então que o dicionarista Raphael Bluteau inventou a nova palavra, pirilampo, a partir do grego pyr, significando ‘fogo’, e lampas, ‘candeia’.

FERREIRA, M. B. Caminhos do português: exposição comemorativa do Ano Europeu das Línguas. Portugal: Biblioteca Nacional, 2001 (adaptado).

O texto descreve a mudança ocorrida na nomeação do inseto, por questões de tabu linguístico. Esse tabu diz respeito à

A

recuperação histórica do significado.

B

ampliação do sentido de uma palavra.

C

produção imprópria de poetas portugueses.

D

denominação científica com base em termos gregos.

E

restrição ao uso de um vocábulo pouco aceito socialmente.

Correcto

Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad

A questão aborda o conceito de tabu linguístico, que é a restrição ao uso de certas palavras por serem consideradas ofensivas, indecorosas ou socialmente inaceitáveis. No texto, o nome original do inseto, "caga-lume", era evitado em contextos formais por ser considerado impróprio, levando à criação de um novo termo, "pirilampo". A alternativa correta é a que menciona a restrição ao uso de um vocábulo pouco aceito socialmente, pois isso define exatamente o tabu linguístico: a proibição ou evitação de uma palavra devido a conotações negativas ou inadequadas. As demais alternativas estão incorretas: a recuperação histórica do significado não é o foco, pois não se trata de resgatar um sentido antigo; a ampliação do sentido de uma palavra não ocorre, já que houve substituição; a produção imprópria de poetas portugueses não é o motivo do tabu; e a denominação científica com base em termos gregos é apenas a solução encontrada, não a definição do tabu.