Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
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Pregunta de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5c05

Enunciado de la Pregunta
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
#Diversidade Linguística
Medio

No ano de 1985 aconteceu um acidente muito grave em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, perto da aldeia guarani de Sapukai. [...] O prejuízo foi calculado na época em 8 bilhões de cruzeiros. Os engenheiros responsáveis pela construção da usina nuclear não sabiam que o nome dado pelos índios continha informação sobre a estrutura do solo, minado pelas águas da chuva. Só descobriram que Itaorna, em língua tupinambá, quer dizer ‘pedra podre’, depois do acidente.

FREIRE, J. R. B. Disponível em: www.taquiprati.com.br. Acesso em: 1 ago. 2012 (adaptado).

Considerando-se a história da ocupação na região de Angra dos Reis mencionada no texto, os fenômenos naturais que a atingiram poderiam ter sido previstos e suas consequências minimizadas se

A

o acervo linguístico indígena fosse conhecido e valorizado.

Correcto
B

as línguas indígenas brasileiras tivessem sido substituídas pela língua geral.

C

o conhecimento acadêmico tivesse sido priorizado pelos engenheiros.

D

a língua tupinambá tivesse palavras adequadas para descrever o solo.

E

o laboratório tivesse sido construído de acordo com as leis ambientais vigentes na época.

Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad

A questão aborda a importância do conhecimento tradicional e linguístico para a prevenção de desastres. O texto relata que os engenheiros desconheciam o significado do nome indígena Itaorna ('pedra podre'), que já indicava a fragilidade do solo. Assim, se o acervo linguístico indígena fosse conhecido e valorizado, os engenheiros teriam tido acesso a essa informação crucial e poderiam ter previsto os problemas geológicos, minimizando as consequências do acidente.

As demais alternativas estão incorretas: a substituição das línguas indígenas pela língua geral (alternativa B) não teria preservado o conhecimento específico contido no nome Itaorna. Priorizar apenas o conhecimento acadêmico (alternativa C) foi exatamente o erro cometido, pois desconsiderou o saber local. A língua tupinambá já possuía palavras adequadas para descrever o solo (alternativa D), como demonstra o termo 'pedra podre'; o problema foi o desconhecimento desse vocabulário. A construção de acordo com as leis ambientais vigentes (alternativa E) não teria evitado o acidente, pois a questão central era a falta de informação sobre a geologia local, e não o descumprimento de normas.