Ciências Humanas e suas Tecnologias
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Pregunta de Ciências Humanas e suas Tecnologias #019e5c06

Enunciado de la Pregunta
Ciências Humanas e suas Tecnologias
#Migrações no Brasil
Medio

Minha vida é andar
Por esse país
Pra ver se um dia
Descanso feliz
Guardando as recordações
Das terras onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei

GONZAGA, L.; CORDOVIL. H. A vida de viajante, 1953. Disponível em: www.recife.pe.gov.br. Acesso em: 20 fev. 2012 (fragmento).

A letra dessa canção reflete elementos identitários que representam a

A

valorização das características naturais do Sertão nordestino.

B

denúncia da precariedade social provocada pela seca.

C

experiência de deslocamento vivenciada pelo migrante.

Correcto
D

profunda desigualdade social entre as regiões brasileiras.

E

discriminação dos nordestinos nos grandes centros urbanos.

Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad

A canção "A vida de viajante" de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira retrata a trajetória de alguém que vive se deslocando pelo país, em busca de descanso e felicidade, guardando recordações das terras e amigos deixados para trás. Essa temática central é a experiência de deslocamento do migrante, que se move constantemente, seja por razões econômicas, sociais ou pessoais. A alternativa que aponta a experiência de deslocamento vivenciada pelo migrante está correta porque a letra enfatiza o ato de andar, viajar e deixar lugares e pessoas, característica marcante da vida de muitos nordestinos que migram para outras regiões.

As demais alternativas estão incorretas: a valorização das características naturais do Sertão nordestino não é o foco da letra, que fala mais sobre o movimento do que sobre a paisagem; a denúncia da precariedade social provocada pela seca não aparece explicitamente, pois a canção não menciona seca ou pobreza; a profunda desigualdade social entre as regiões brasileiras não é abordada diretamente; e a discriminação dos nordestinos nos grandes centros urbanos também não é mencionada. A canção foca na experiência pessoal do viajante, não em críticas sociais específicas.