Pregunta de Ciências Humanas e suas Tecnologias #019e5c07
Estamos testemunhando o reverso da tendência histórica da assalariação do trabalho e socialização da produção, que foi característica predominante na era industrial. A nova organização social e econômica baseada nas tecnologias da informação visa à administração descentralizadora, ao trabalho individualizante e aos mercados personalizados. As novas tecnologias da informação possibilitam, ao mesmo tempo, a descentralização das tarefas e sua coordenação em uma rede interativa de comunicação em tempo real, seja entre continentes, seja entre os andares de um mesmo edifício.
No contexto descrito, as sociedades vivenciam mudanças constantes nas ferramentas de comunicação que afetam os processos produtivos nas empresas. Na esfera do trabalho, tais mudanças têm provocado
o aprofundamento dos vínculos dos operários com as linhas de montagem sob influência dos modelos orientais de gestão.
o aumento das formas de teletrabalho como solução de larga escala para o problema do desemprego crônico.
o avanço do trabalho flexível e da terceirização como respostas às demandas por inovação e com vistas à mobilidade dos investimentos.
a autonomização crescente das máquinas e computadores em substituição ao trabalho dos especialistas técnicos e gestores.
o fortalecimento do diálogo entre operários, gerentes, executivos e clientes com a garantia de harmonização das relações de trabalho.
Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad
A resposta correta destaca que as mudanças nas tecnologias de informação, conforme descritas por Castells, promovem uma nova organização do trabalho baseada na descentralização, individualização e flexibilidade. Isso se traduz no avanço do trabalho flexível e da terceirização, que permitem às empresas se adaptarem rapidamente às inovações e à mobilidade dos investimentos. As demais alternativas estão incorretas: a primeira sugere um aprofundamento dos vínculos com linhas de montagem, o que contraria a tendência de descentralização; a segunda superestima o teletrabalho como solução para o desemprego, o que não é afirmado no texto; a quarta fala em substituição de especialistas por máquinas, mas o texto enfatiza a coordenação em rede, não a substituição; a quinta propõe uma harmonização das relações de trabalho que não é mencionada no contexto de individualização e flexibilidade.