Pregunta de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5c0e
Com relação à temática abordada e à concepção narrativa da novela, o texto I
é escrito em terceira pessoa, com narrador onisciente, apresentando a disputa entre um homem e uma mulher em linguagem sóbria, condizente com a seriedade da temática político-social do período da ditadura militar.
articula o discurso dos interlocutores em torno de uma luta verbal, veiculada por meio de linguagem simples e objetiva, que busca traduzir a situação de exclusão social do narrador.
representa a literatura dos anos 70 do século XX e aborda, por meio de expressão clara e objetiva e de ponto de vista distanciado, os problemas da urbanização das grandes metrópoles brasileiras.
evidencia uma crítica à sociedade em que vivem os personagens, por meio de fluxo verbal contínuo de tom agressivo.
traduz, em linguagem subjetiva e intimista, a partir do ponto de vista interno, os dramas psicológicos da mulher moderna, às voltas com a questão da priorização do trabalho em detrimento da vida familiar e amorosa.
Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad
A alternativa correta é a que evidencia uma crítica à sociedade por meio de fluxo verbal contínuo de tom agressivo. A novela "Um Copo de Cólera", de Raduan Nassar, é marcada por um estilo de escrita que utiliza longos períodos, sem pausas, e uma linguagem agressiva, refletindo a tensão e o conflito entre os personagens. Essa forma narrativa está alinhada com a vanguarda estética e a amargura política mencionadas por Antonio Candido, características da literatura brasileira dos anos 1970. As demais alternativas estão incorretas: a primeira sugere narrador onisciente e linguagem sóbria, mas a obra é narrada em primeira pessoa e o tom é intenso; a segunda fala em linguagem simples e objetiva, quando na verdade o texto é complexo e subjetivo; a terceira menciona problemas de urbanização, que não são o foco da obra; a quinta aborda dramas psicológicos da mulher moderna, mas a novela não se centra nessa temática, e sim no conflito conjugal e na crítica social.