Pregunta de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5c0f
Um poeta habitante da cidade de Poços de Caldas – MG assim externou o que estava acontecendo em sua cidade:
Hoje, o planalto de Poços de Caldas não serve mais. Minério acabou.
Só mancha, “nunclemais”.
Mas estão “tapando os buracos”, trazendo para cá “Torta II”1,
aquele lixo do vizinho que você não gostaria de ver jogado no quintal da sua casa.
Sentimentos mil: do povo, do poeta e do Brasil.
1Torta II – lixo radioativo de aspecto pastoso.
A indignação que o poeta expressa no verso “Sentimentos mil: do povo, do poeta e do Brasil” está relacionada com
a extinção do minério decorrente das medidas adotadas pela metrópole portuguesa para explorar as riquezas minerais, especialmente em Minas Gerais.
a decisão tomada pelo governo brasileiro de receber o lixo tóxico oriundo de países do Cone Sul, o que caracteriza o chamado comércio internacional do lixo.
a atitude de moradores que residem em casas próximas umas das outras, quando um deles joga lixo no quintal do vizinho.
as chamadas operações tapa-buracos, desencadeadas com o objetivo de resolver problemas de manutenção das estradas que ligam as cidades mineiras.
os problemas ambientais que podem ser causados quando se escolhe um local para enterrar ou depositar lixo tóxico.
Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad
A indignação do poeta está diretamente relacionada aos problemas ambientais decorrentes do depósito de lixo tóxico, especificamente o lixo radioativo chamado 'Torta II', em Poços de Caldas. O texto menciona que estão 'tapando os buracos' e trazendo 'aquele lixo do vizinho', referindo-se ao descarte inadequado de resíduos perigosos. A alternativa que aponta os problemas ambientais causados pelo enterro ou depósito de lixo tóxico está correta, pois o poeta critica essa prática. As demais alternativas estão incorretas: a extinção do minério não é o foco da indignação; o texto não menciona recebimento de lixo de outros países; a atitude de moradores jogando lixo no quintal do vizinho é uma metáfora, não o problema central; e as operações tapa-buracos são uma metáfora para o depósito de lixo, não para manutenção de estradas.