Pregunta de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5c11
O poema abaixo pertence à poesia concreta brasileira. O termo latino de seu título significa “epitalâmio”, poema ou canto em homenagem aos que se casam.
EPITHALAMIUM – II
he = ele S = serpens
& = e h = homo
She = ela e = eva
(Pedro Xisto)
Considerando que símbolos e sinais são utilizados geralmente para demonstrações objetivas, ao serem incorporados no poema “Epithalamium - II”,
adquirem novo potencial de significação.
eliminam a subjetividade do poema.
opõem-se ao tema principal do poema.
invertem seu sentido original.
tornam-se confusos e equivocados.
Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad
A resposta correta é a que afirma que os símbolos e sinais, ao serem incorporados no poema, invertem seu sentido original. No poema concreto "Epithalamium - II", de Pedro Xisto, símbolos como "he" (ele), "S" (serpens), "&" (e), "h" (homo), "She" (ela) e "e" (eva) são utilizados não com seus significados objetivos e denotativos, mas sim para criar uma rede de significados poéticos e subjetivos. Por exemplo, "S" normalmente representa a letra ou o símbolo de serpente, mas no poema pode evocar a serpente bíblica; "h" de homo (homem) e "e" de eva (Eva) remetem ao mito da criação. Assim, esses símbolos, que em contextos objetivos (como matemática ou lógica) têm significados fixos, no poema são ressignificados e invertem seu sentido original para construir uma mensagem lírica sobre o casamento (epitalâmio).
A alternativa que diz que os símbolos adquirem novo potencial de significação está incorreta porque, embora eles ganhem novos significados, o foco da questão é a inversão do sentido original, não apenas a aquisição de novos potenciais. A alternativa que afirma que eliminam a subjetividade do poema está errada, pois os símbolos, ao contrário, intensificam a subjetividade poética. A alternativa que sugere que se opõem ao tema principal do poema é falsa, pois os símbolos estão a serviço do tema do casamento. Por fim, a alternativa que diz que se tornam confusos e equivocados não procede, pois a poesia concreta utiliza intencionalmente esses símbolos para criar significados múltiplos, não confusão.