Pregunta de Ciências Humanas e suas Tecnologias #019e5c12
O Protocolo de Kyoto — uma convenção das Nações Unidas que é marco sobre mudanças climáticas, — estabelece que os países mais industrializados devem reduzir até 2012 a emissão dos gases causadores do efeito estufa em pelo menos 5% em relação aos níveis de 1990. Essa meta estabelece valores superiores ao exigido para países em desenvolvimento. Até 2001, mais de 120 países, incluindo nações industrializadas da Europa e da Ásia, já haviam ratificado o protocolo. No entanto, nos EUA, o presidente George W. Bush anunciou que o país não ratificaria “Kyoto”, com os argumentos de que os custos prejudicariam a economia americana e que o acordo era pouco rigoroso com os países em desenvolvimento.
Adaptado do Jornal do Brasil, 11/04/2001
Considerando os dados da tabela, assinale a alternativa que representa um argumento que se contrapõe à justificativa dos EUA de que o acordo de Kyoto foi pouco rigoroso com países em desenvolvimento.
A emissão acumulada da União Européia está próxima à dos EUA.
Nos países em desenvolvimento as emissões são equivalentes às dos EUA.
A emissão per capita da Rússia assemelha-se à da União Européia.
As emissões de CO2 nos países em desenvolvimento citados são muito baixas.
A África do Sul apresenta uma emissão anual per capita relativamente alta.
Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad
A justificativa dos EUA para não ratificar o Protocolo de Kyoto era de que o acordo era pouco rigoroso com os países em desenvolvimento. Para se contrapor a esse argumento, é necessário mostrar que, na verdade, as emissões desses países são baixas, indicando que eles já contribuem pouco para o problema. A alternativa que afirma que as emissões de CO2 nos países em desenvolvimento citados são muito baixas está correta, pois, conforme a tabela, países como Brasil (1,8 t per capita), China (0,7 t per capita) e Índia (0,2 t per capita) têm emissões anuais per capita muito inferiores às dos EUA (19,6 t per capita) e de outros países industrializados. Isso demonstra que o acordo não era pouco rigoroso com os países em desenvolvimento, já que eles já emitiam muito menos. As demais alternativas não se contrapõem ao argumento: a emissão acumulada da União Europeia ser próxima à dos EUA não diz respeito aos países em desenvolvimento; as emissões dos países em desenvolvimento não são equivalentes às dos EUA (são muito menores); a emissão per capita da Rússia assemelha-se à da União Europeia não envolve países em desenvolvimento; e a África do Sul ter emissão per capita relativamente alta (7,8 t) não refuta o argumento, pois ainda é menor que a dos EUA e não representa a maioria dos países em desenvolvimento.