Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
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Pregunta de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5c12

Enunciado de la Pregunta
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
#literatura
#romantismo
#castro alves
#poesia
#figuras de linguagem
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Oh! eu quero viver, beber perfumes
Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh'alma adejar pelo infinito,
Qual branca vela n'amplidão dos mares.
No seio da mulher há tanto aroma...
Nos seus beijos de fogo há tanta vida...
–– Árabe errante, vou dormir à tarde
À sombra fresca da palmeira erguida.
Mas uma voz responde-me sombria:
Terás o sono sob a lájea fria.

ALVES, Castro. Os melhores poemas de Castro Alves. Seleção de Lêdo Ivo. São Paulo: Global.

Esse poema, como o próprio título sugere, aborda o inconformismo do poeta com a antevisão da morte prematura, ainda na juventude.
A imagem da morte aparece na palavra

A

embalsama.

B

infinito.

C

amplidão.

D

dormir.

E

sono.

Correcto

Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad

A resposta correta aponta para a palavra sono. No contexto do poema de Castro Alves, especificamente nos versos finais ("Mas uma voz responde-me sombria: / Terás o sono sob a lájea fria"), a palavra "sono" é empregada como uma metáfora e eufemismo para a morte, sendo essa associação consolidada pela imagem complementar da "lájea fria" (a lápide do túmulo).

Análise das alternativas incorretas:

  • A palavra embalsama refere-se ao ato de perfumar o ambiente, associado à flor silvestre ("flor silvestre, que embalsama os ares"), representando a vivacidade e a beleza da natureza.
  • A palavra infinito está ligada à liberdade e ao desejo de expansão da alma do poeta ("Ver minh'alma adejar pelo infinito"), simbolizando o anseio de viver plenamente.
  • A palavra amplidão descreve a imensidão dos mares ("n'amplidão dos mares"), servindo como cenário para a liberdade da alma, distante da ideia de finitude.
  • A palavra dormir aparece no contexto de um repouso prazeroso e vitalício ("vou dormir à tarde / À sombra fresca da palmeira erguida"), simbolizando o descanso e o devaneio do eu lírico em vida, e não a morte.