Pregunta de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5bdd
Passando por aqui para lembrar algumas palavras, frases e expressões que nos infernizaram em 2023. Inclusive passando por aqui. Se você for proativo, vai achar que é o novo normal. Estarão na sua zona de conforto. Mas, se for reativo como eu, vai achar que é uma narrativa que precisa ser ressignificada.
É uma questão de empatia. É sobre entregar um discurso mais robusto e empoderado. Sei bem que não tenho lugar de fala para harmonizar certos pontos fora da curva e que preciso aplicar toda a minha resiliência para fazer um realinhamento. O nível de fitness está hoje num sarrafo muito alto.
O fato é que acho cringe essas falas fora da caixinha. Aliás, falar cringe já é meio cringe. Preciso usar a superação para me reinventar e entender que resenha não tem mais a ver com futebol, é qualquer papo, desde que latente.
Pensando bem, não é tão difícil. Frases feitas são aquelas que entram por um ouvido e saem pelo outro sem um estágio intermediário no cérebro. A boca fala por conta própria, dispensando-nos de pensar. E não tem problema nisso. Ou as ditas frases se incorporam à língua ou morrem e nascem outras. A língua é assim. Simples assim.
Nesse texto, a estratégia empregada para criticar a constante exposição a palavras, frases e expressões automatizadas é o(a)
menção feita à efemeridade de alguns usos linguísticos aleatórios.
subjetividade marcada pela reflexão que se desenvolve em primeira pessoa.
efeito estilístico da repetição intencional da palavra “assim” no último parágrafo.
sedução sugerida pelo envolvimento direto do leitor marcado nos usos de “você” e “sua”.
humor gerado pelo uso das estruturas linguísticas que são objeto da reflexão desenvolvida.
Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad
A resposta correta é a que aponta o humor gerado pelo uso das estruturas linguísticas que são objeto da reflexão desenvolvida. O texto critica o uso excessivo de palavras e expressões da moda (como 'proativo', 'zona de conforto', 'ressignificar', 'empoderado', 'lugar de fala', 'cringe', 'fora da caixinha', 'resenha', etc.) justamente empregando-as de forma irônica e bem-humorada. O autor utiliza essas mesmas expressões para construir sua crítica, criando um efeito cômico ao mesmo tempo que reflete sobre o automatismo da linguagem.
A alternativa que menciona a efemeridade de alguns usos linguísticos aleatórios está incorreta porque, embora o texto aborde a transitoriedade das expressões, essa não é a estratégia principal para criticar a exposição a elas; o foco está no uso irônico das próprias expressões.
A alternativa que destaca a subjetividade em primeira pessoa está incorreta, pois, apesar de o texto ser escrito em primeira pessoa, essa subjetividade não constitui a estratégia central de crítica; ela serve como recurso narrativo, mas não é o principal mecanismo de crítica.
A alternativa que aponta o efeito estilístico da repetição da palavra 'assim' está incorreta, pois a repetição de 'assim' no último parágrafo é um recurso menor e não representa a estratégia global de crítica ao automatismo linguístico.
A alternativa que menciona a sedução pelo envolvimento direto do leitor com 'você' e 'sua' está incorreta, pois, embora haja uso da segunda pessoa, isso não é a estratégia principal; o envolvimento do leitor é secundário em relação ao humor gerado pelo uso das expressões criticadas.