Pregunta de Ciências Humanas e suas Tecnologias #019e5beb
O número cada vez maior de mulheres letradas e interessadas pela literatura e pelas novelas, muitas divulgadas em capítulos, seções, classificadas comumente como folhetim, alçou a um gênero de ficção corrente já em 1840, fazendo parte do florescimento da literatura nacional brasileira, instigando a formação e a ampliação de um público leitor feminino, ávido por novidades, pelo apelo dos folhetins e “narrativas modernas” que encenavam “os dramas e os conflitos de uma mulher em processo de transformação patriarcal e provinciana que, progressivamente, começava a se abrir para modernizar seus costumes”. No Segundo Reinado, as mulheres foram se tornando público determinante na construção da literatura e da imprensa nacional. E não apenas público, porquanto crescerá o número de escritoras que colaboram para isso e emergirá uma imprensa feminina, editada, escrita e dirigida por e para mulheres.
O registro das atividades descritas associa a inserção da figura feminina nos espaços de leitura e escrita do Segundo Reinado ao(à)
surgimento de novas práticas culturais.
contestação de antigos hábitos masculinos.
valorização de recentes publicações juvenis.
circulação de variados manuais pedagógicos.
aparecimento de diversas editoras comerciais.
Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad
A resposta correta é a que aponta o surgimento de novas práticas culturais. O texto descreve como o aumento do número de mulheres letradas e interessadas em literatura e folhetins, durante o Segundo Reinado, impulsionou a formação de um público leitor feminino e a emergência de uma imprensa feminina, editada e escrita por mulheres. Esse fenômeno representa uma transformação cultural, pois as mulheres passaram a ocupar espaços de leitura e escrita que antes lhes eram restritos, configurando novas práticas culturais.
A alternativa que menciona contestação de antigos hábitos masculinos está incorreta, pois o texto não aborda uma oposição direta aos hábitos masculinos, mas sim a participação feminina na cultura letrada. A opção sobre valorização de recentes publicações juvenis é inadequada, já que o foco está nas mulheres, não no público juvenil. A alternativa sobre circulação de variados manuais pedagógicos não se sustenta, pois o texto não menciona manuais pedagógicos, mas sim folhetins e narrativas modernas. Por fim, a opção sobre aparecimento de diversas editoras comerciais é imprecisa, pois o texto destaca a imprensa feminina e o crescimento de escritoras, não necessariamente a criação de editoras comerciais.