Pregunta de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5bef
O ouro do século 21
Cério, gadolínio, lutécio, promécio e érbio; sumário, térbio e disprósio; hólmio, túlio e itérbio. Essa lista de nomes esquisitos e pouco conhecidos pode parecer a escalação de um time de futebol, que ainda teria no banco de reservas lantânio, neodímio, praseodímio, európio, escândio e ítrio. Mas esses 17 metais, chamados de terras-raras, fazem parte da vida de quase todos os humanos do planeta. Chamados por muitos de “ouro do século 21”, “elementos do futuro” ou “vitaminas da indústria”, eles estão nos materiais usados na fabricação de lâmpadas, telas de computadores, tablets e celulares, motores de carros elétricos, baterias e até turbinas eólicas. Apesar de tantas aplicações, o Brasil, dono da segunda maior reserva do mundo desses metais, parou de extraí-los e usá-los em 2002. Agora, volta a pensar em retomar sua exploração.
As aspas sinalizam expressões metafóricas empregadas intencionalmente pelo autor do texto para
imprimir um tom irônico à reportagem.
incorporar citações de especialistas à reportagem.
atribuir maior valor aos metais, objeto da reportagem.
esclarecer termos científicos empregados na reportagem.
marcar a apropriação de termos de outra ciência pela reportagem.
Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad
A resposta correta é a que afirma que as aspas sinalizam expressões metafóricas empregadas para atribuir maior valor aos metais, objeto da reportagem. No texto, expressões como “ouro do século 21”, “elementos do futuro” e “vitaminas da indústria” são metáforas que destacam a importância e o valor estratégico das terras-raras, associando-as a elementos preciosos ou essenciais. O autor utiliza essas aspas justamente para enfatizar o valor desses metais, e não para ironizar, citar especialistas, esclarecer termos científicos ou marcar apropriação de termos de outra ciência. A alternativa que sugere tom irônico está incorreta porque o texto não apresenta ironia, mas sim uma valorização positiva. A que menciona citações de especialistas também está errada, pois as expressões são apresentadas como ditas por “muitos”, sem referência a especialistas específicos. A opção de esclarecer termos científicos é inadequada, já que as expressões são metafóricas e não científicas. Por fim, a alternativa sobre apropriação de termos de outra ciência não se sustenta, pois as expressões são do senso comum ou da indústria, não de uma ciência específica.