Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
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Pregunta de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019f6986

Enunciado de la Pregunta
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
#Música Brasileira e Análise de Letra
Medio

Falso moralista Você condena o que a moçada anda fazendo e não aceita o teatro de revista arte moderna pra você não vale nada e até vedete você diz não ser artista Você se julga um tanto bom e até perfeito Por qualquer coisa deita logo falação Mas eu conheço bem o seu defeito e não vou fazer segredo não Você é visto toda sexta no Joá e não é só no Carnaval que vai pros bailes se acabar Fim de semana você deixa a companheira e no bar com os amigos bebe bem a noite inteira Segunda-feira chega na repartição pede dispensa para ir ao oculista e vai curar sua ressaca simplesmente Você não passa de um falso moralista

NELSON SARGENTO. Sonho de um sambista. São Paulo: Eldorado, 1979.

As letras de samba normalmente se caracterizam por apresentarem marcas informais do uso da língua. Nessa letra de Nelson Sargento, são exemplos dessas marcas

A

"falação" e "pros bailes".

Correcto
B

"você" e "teatro de revista".

C

"perfeito" e "Carnaval".

D

"bebe bem" e "oculista".

E

"curar" e "falso moralista".

Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad

A questão aborda o conceito de variação linguística, especificamente a identificação de marcas de informalidade (registro coloquial) no texto da canção "Falso moralista", de Nelson Sargento.

  • Por que a alternativa A está correta?

    • O termo "falação" é um substantivo de caráter extremamente informal e popular, usado para se referir a discursos longos, repetitivos, fofocas ou sermões.
    • A expressão "pros bailes" apresenta a contração informal "pros" (junção de para + os pra os pros), que é típica da oralidade e do registro coloquial da língua portuguesa no Brasil, desviando-se da norma-padrão escrita (para os bailes).
  • Análise das demais alternativas:

    • B está incorreta: Embora "você" seja um pronome de tratamento de uso corrente e muitas vezes associado à oralidade cotidiana, "teatro de revista" é uma designação formal de um gênero teatral histórico, sem marca de informalidade.
    • C está incorreta: "perfeito" (adjetivo) e "Carnaval" (substantivo próprio) pertencem ao vocabulário padrão da língua e não denotam marcas de informalidade.
    • D está incorreta: "bebe bem" (verbo + advérbio) e "oculista" (substantivo que designa o profissional da visão) são termos perfeitamente aceitos e utilizados na norma-padrão.
    • E está incorreta: O verbo "curar" e a expressão "falso moralista" seguem a norma culta padrão da língua, sem apresentar traços de desvio ou coloquialidade estrita.