Língua Portuguesa
medium

Pregunta de Língua Portuguesa #01a0e2db

Enunciado de la Pregunta
Língua Portuguesa
#Semântica e Classes Gramaticais
#Morfossintaxe
#Advérbio
#Semântica
#Substituição Vocabular
Medio

(Q20) Há três situações inéditas na presente conjuntura mundial. Primeiro, os Estados Unidos da América nunca travaram uma guerra no seu território, nunca foram alvo de ataques, se levarmos em conta que o Havaí é um território extracontinental e com poucas características norte-americanas. O coração do país foi atingido. O segundo fato inédito é a guerra contra o terror. Na verdade não há uma guerra no sentido substantivo da palavra. Ela é adjetiva, quer dizer, está acontecendo: há um longo conflito, não uma longa guerra. Terceiro, é inédita a condução do conflito. Do final de setembro aos primeiros dias de outubro, ficou muito claro que estamos assistindo a algo absolutamente novo e fantástico: o surgimento de uma entidade governante anglo-saxã. Não é mais o governo norte-americano que faz a guerra: são os governos britânico e norte-americano.

Francisco Carlos T. da Silva. **O mundo mudou?** **Ciência Hoje**, nov./2003 (com adaptações).

Com relação ao texto acima, julgue os seguintes itens.

Textualmente, o advérbio "mais" (.14) está empregado com o valor de ainda, pelo qual poderia ser substituído, sem que houvesse alteração do sentido e da correção do texto.

A

Certo

B

Errado

Correcto

Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad

Gabarito Oficial: Errado

1. Análise da Questão

O item sustenta que o advérbio "mais" estaria empregado no texto com o valor semântico de "ainda", podendo por ele ser permutado sem prejuízo da correção gramatical e do sentido original.

2. Fundamentação Teórica / Legal

Na continuidade do trecho:

"Vimos algo novo: o surgimento de uma entidade governante anglo-saxã não mais restrita aos Estados Unidos e à Grã-Bretanha..."

O vocábulo "mais", articulado com a negação "não" na locução adverbial "não mais", possui valor estritamente temporal indicativo de cessação, equivalendo a "já não" (isto é, que deixou de ser restrita apenas a esses países).

Caso substituído isoladamente por "ainda" ("uma entidade governante anglo-saxã não ainda restrita..."), geraria incorreção gramatical (pois a forma correta seria "ainda não") e, além disso, inverteria o sentido temporal e aspectual do enunciado: "não mais" indica um estado que existia e cessou (não é mais restrita), enquanto "ainda não" indicaria um estado que não começou até o momento.

Mesmo se analisado em estrutura de intensidade comparativa ("mais restrita"), a substituição por "ainda" sem a manutenção da ideia comparativa alteraria substancialmente o sentido do texto.

3. Conclusão / Análise das Alternativas

A troca de "mais" por "ainda" no contexto específico altera o sentido original e compromete a correção gramatical da estrutura.

Item ERRADO.