Pregunta de Atualidades #01a0e2db
(Q38) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma visita oficial de cinco dias à China. A comitiva presidencial incluiu ministros, governadores, congressistas, dirigentes de estatais e mais de 400 empresários. Em pronunciamento à nação, por cadeia de rádio e televisão, o presidente destacou a relevância que atribui à missão para o país e para seu governo. Além de reunião de trabalho com o presidente Hu Jintao, quando foram assinados vários acordos bilaterais em Pequim, Lula cumpriu agenda bastante densa, que inclui encerramento do seminário Brasil-China: comércio e investimentos. Perspectivas para o século XXI, palestras e inaugurações. Em Xangai, o presidente participou da Conferência do Banco Mundial sobre Combate à Pobreza, teve encontro com o primeiro ministro Wen Jiabao e encerrou o seminário Brasil-China: uma parceria de sucesso.
Tendo o texto acima como referência inicial e considerando aspectos relevantes do cenário mundial contemporâneo e da política externa atualmente empreendida pelo Brasil, julgue os itens subseqüentes.
Normalmente, a assinatura de contratos e ações voltadas para o incremento das relações comerciais não fazem parte da agenda de chefes de Estado e de governo em suas missões internacionais, sendo essas ocasiões propícias, quase que exclusivamente, ao debate dos grandes temas políticos mundiais.
Certo
Errado
Explicación Oficial / Explicaciones de la Comunidad
Gabarito Oficial: Errado
1. Análise da Questão
O item propõe que a celebração de contratos e o fomento às relações comerciais não seriam atribuições típicas de chefes de Estado e de governo em suas visitas oficiais ao exterior, devendo tais missões concentrar-se quase que unicamente em debates políticos mundiais.
2. Fundamentação Teórica / Legal
Na era contemporânea das relações internacionais, a chamada "diplomacia presidencial" é amplamente orientada pela dimensão econômico-comercial. Chefes de Estado e de governo atuam de maneira direta como promotores dos interesses econômicos de suas nações no exterior, liderando comitivas empresariais, abrindo mercados para exportação e firmando acordos de cooperação técnica, comercial e financeira. O próprio texto de apoio ilustra esse padrão ao registrar a presença de mais de 400 empresários brasileiros na China e a realização do seminário "Brasil-China: comércio e investimentos".
3. Conclusão / Análise das Alternativas
É flagrantemente incorreto sustentar que a assinatura de contratos e a expansão comercial não integram as agendas de missões de alto nível ou que essas ocasiões se restringem a grandes debates políticos abstratos. Portanto, o item está Errado.