Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
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Questão de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5bf0

Enunciado da Questão
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
#Modernismo
Médio

HELOÍSA: Faz versos?
PINOTE: Sendo preciso... Quadrinhas... Acrósticos... Sonetos... Reclames.
HELOÍSA: Futuristas?
PINOTE: Não senhora! Eu já fui futurista. Cheguei a acreditar na independência... Mas foi uma tragédia! Começaram a me tratar de maluco. A me olhar de esguelha. A não me receber mais. As crianças choravam em casa. Tenho três filhos. No jornal também não pagavam, devido à crise. Precisei viver de bicos. Ah! Reneguei tudo. Arranjei aquele instrumento (Mostra a faca) e fiquei passadista.

ANDRADE, O. O rei da vela. São Paulo: Globo, 2003.

O fragmento da peça teatral de Oswald de Andrade ironiza a reação da sociedade brasileira dos anos 1930 diante de determinada vanguarda europeia. Nessa visão, atribui-se ao público leitor uma postura

A

preconceituosa, ao evitar formas poéticas simplificadas.

B

conservadora, ao optar por modelos consagrados.

Correta
C

preciosista, ao preferir modelos literários eruditos.

D

nacionalista, ao negar modelos estrangeiros.

E

eclética, ao aceitar diversos estilos poéticos.

Explicação Oficial / Explicações da Comunidade

A resposta correta é a que aponta a postura conservadora do público leitor, que opta por modelos consagrados. No fragmento, Pinote relata que, ao aderir ao futurismo (vanguarda europeia), foi tratado como maluco, marginalizado e teve dificuldades financeiras, sendo forçado a renegar a inovação e retornar ao passadismo (modelos tradicionais). Isso demonstra que a sociedade rejeitava o novo e preferia o que já era estabelecido, ou seja, uma postura conservadora.

A alternativa que menciona preconceito contra formas poéticas simplificadas está incorreta, pois o futurismo não é uma forma simplificada, mas sim uma ruptura com o tradicional; a rejeição não se baseia em simplicidade, mas em inovação.

A opção que fala em preciosismo e preferência por modelos eruditos também não se sustenta, pois o futurismo não é necessariamente menos erudito; a questão é a recusa ao novo, não a busca por erudição.

A alternativa nacionalista está errada, pois a rejeição ao futurismo não se dá por ele ser estrangeiro, mas por ser inovador; além disso, o texto não menciona nacionalismo.

Por fim, a opção eclética é incorreta, pois o público não aceita diversos estilos; ao contrário, rejeita o futurismo e se apega ao passadismo, demonstrando falta de ecletismo.