Questão de Ciências Humanas e suas Tecnologias #019e5c02
TEXTO I
Sólon é o primeiro nome grego que nos vem à mente quando terra e dívida são mencionadas juntas. Logo depois de 600 a.C., ele foi designado “legislador” em Atenas, com poderes sem precedentes, porque a exigência de redistribuição de terras e o cancelamento das dívidas não podiam continuar bloqueados pela oligarquia dos proprietários de terra por meio da força ou de pequenas concessões.
FINLEY, M. Economia e sociedade na Grécia antiga. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013 (adaptado).
TEXTO II
A “Lei das Doze Tábuas” se tornou um dos textos fundamentais do direito romano, uma das principais heranças romanas que chegaram até nós. A publicação dessas leis, por volta de 450 a.C., foi importante, pois o conhecimento das “regras do jogo” da vida em sociedade é um instrumento favorável ao homem comum e potencialmente limitador da hegemonia e arbítrio dos poderosos.
FUNARI, P. P. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2011 (adaptado).
O ponto de convergência entre as realidades sociopolíticas indicadas nos textos consiste na ideia de que a
discussão de preceitos formais estabeleceu a democracia.
invenção de códigos jurídicos desarticulou as aristocracias.
formulação de regulamentos oficiais instituiu as sociedades.
definição de princípios morais encerrou os conflitos de interesses.
criação de normas coletivas diminuiu as desigualdades de tratamento.
Explicação Oficial / Explicações da Comunidade
A resposta correta é a que afirma que a criação de normas coletivas diminuiu as desigualdades de tratamento. Os dois textos destacam medidas que visavam reduzir privilégios e arbitrariedades: em Atenas, Sólon promoveu reformas para aliviar a situação dos endividados e redistribuir terras, enquanto em Roma, a Lei das Doze Tábuas tornou públicas as regras jurídicas, limitando o poder dos aristocratas. Ambas as ações representam a criação de normas coletivas que buscavam maior equidade.
A alternativa que menciona a discussão de preceitos formais estabelecendo a democracia está incorreta porque os textos não tratam da instituição da democracia, mas sim de medidas específicas para resolver conflitos sociais.
A alternativa sobre a invenção de códigos jurídicos desarticulando as aristocracias é exagerada: as reformas de Sólon e a Lei das Doze Tábuas limitaram o poder aristocrático, mas não o desarticularam completamente.
A alternativa que afirma que a formulação de regulamentos oficiais instituiu as sociedades é anacrônica, pois as sociedades grega e romana já existiam antes dessas medidas.
A alternativa sobre a definição de princípios morais encerrando conflitos de interesses é imprecisa, pois os textos tratam de medidas práticas (leis e reformas), não de princípios morais abstratos.