Questão de Ciências Humanas e suas Tecnologias #019e5c02
Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá.
De acordo com a moral kantiana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto
assegura que a ação seja aceita por todos a partir da livre discussão participativa.
garante que os efeitos das ações não destruam a possibilidade da vida futura na terra.
opõe-se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como norma universal.
materializa-se no entendimento de que os fins da ação humana podem justificar os meios.
permite que a ação individual produza a mais ampla felicidade para as pessoas envolvidas.
Explicação Oficial / Explicações da Comunidade
A moral kantiana é fundamentada no imperativo categórico, que exige que a máxima de uma ação possa ser universalizada, ou seja, que todos possam agir segundo a mesma regra sem contradição. A falsa promessa de pagamento, ao ser universalizada, levaria a uma contradição: se todos prometessem falsamente, a confiança nas promessas seria destruída e a própria prática de prometer perderia o sentido. Portanto, essa ação opõe-se ao princípio de que toda ação do homem possa valer como norma universal.
A alternativa que afirma que a ação assegura a aceitação por todos a partir da livre discussão participativa está incorreta, pois Kant não fundamenta a moral na discussão participativa, mas na razão prática universal. A alternativa que garante que os efeitos das ações não destruam a possibilidade da vida futura na terra está incorreta, pois Kant não se baseia em consequências futuras, mas no dever. A alternativa que materializa o entendimento de que os fins justificam os meios está incorreta, pois Kant rejeita essa lógica consequencialista. A alternativa que permite a mais ampla felicidade para as pessoas envolvidas está incorreta, pois a moral kantiana não se baseia na busca da felicidade, mas no cumprimento do dever.