Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
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Questão de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5c05

Enunciado da Questão
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
#Literatura
Médio

O contexto histórico e literário do período barroco-árcade fundamenta o poema Casa dos Contos, de 1975. A restauração de elementos daquele contexto por uma poética contemporânea revela que

A

a disposição visual do poema reflete sua dimensão plástica, que prevalece sobre a observação da realidade social.

B

a reflexão do eu lírico privilegia a memória e resgata, em fragmentos, fatos e personalidades da Inconfidência Mineira.

Correta
C

a palavra “esconso” (escondido) demonstra o desencanto do poeta com a utopia e sua opção por uma linguagem erudita.

D

o eu lírico pretende revitalizar os contrastes barrocos, gerando uma continuidade de procedimentos estéticos e literários.

E

o eu lírico recria, em seu momento histórico, numa linguagem de ruptura, o ambiente de opressão vivido pelos inconfidentes.

Explicação Oficial / Explicações da Comunidade

A resposta correta é a que afirma que a reflexão do eu lírico privilegia a memória e resgata, em fragmentos, fatos e personalidades da Inconfidência Mineira. O poema "Casa dos Contos", de 1975, insere-se em uma poética contemporânea que retoma elementos do período barroco-árcade, mas não para simplesmente repeti-los ou criar uma continuidade estética. Em vez disso, o eu lírico utiliza a memória histórica para reconstruir, em fragmentos, eventos e figuras da Inconfidência Mineira, movimento do século XVIII que teve grande relevância na história do Brasil. Essa abordagem é típica da poesia contemporânea, que frequentemente dialoga com o passado de forma crítica e reflexiva.

A alternativa que menciona a disposição visual do poema está incorreta, pois, embora a poesia contemporânea possa explorar aspectos visuais, o foco do poema não é a dimensão plástica, mas sim o resgate histórico. A opção que destaca a palavra "esconso" como demonstração de desencanto e opção por linguagem erudita também é inadequada, pois o uso de um termo arcaico não reflete necessariamente desencanto, mas sim uma escolha estilística para evocar o passado. A alternativa que fala em revitalizar contrastes barrocos e gerar continuidade estética está equivocada, pois o poema não busca uma continuidade, mas sim uma releitura crítica. Por fim, a opção que menciona a recriação do ambiente de opressão em linguagem de ruptura é parcialmente verdadeira, mas não capta o aspecto central do resgate memorialístico e fragmentário que caracteriza o poema.