Ciências Humanas e suas Tecnologias
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Questão de Ciências Humanas e suas Tecnologias #019e5c06

Enunciado da Questão
Ciências Humanas e suas Tecnologias
#Primeiro Reinado
Médio

Após o retorno de uma viagem a Minas Gerais, onde Pedro I fora recebido com grande frieza, seus partidários prepararam uma série de manifestações a favor do imperador no Rio de Janeiro, armando fogueiras e luminárias na cidade. Contudo, na noite de 11 de março, tiveram início os conflitos que ficaram conhecidos como a Noite das Garrafadas, durante os quais os “brasileiros” apagavam as fogueiras “portuguesas” e atacavam as casas iluminadas, sendo respondidos com cacos de garrafas jogadas das janelas.

VAINFAS, R. (Org.). Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008 (adaptado).

Os anos finais do I Reinado (1822-1831) se caracterizaram pelo aumento da tensão política. Nesse sentido, a análise dos episódios descritos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro revela

A

estímulos ao racismo.

B

apoio ao xenofobismo.

C

críticas ao federalismo.

D

repúdio ao republicanismo.

E

questionamentos ao autoritarismo.

Correta

Explicação Oficial / Explicações da Comunidade

A questão aborda os conflitos políticos no final do Primeiro Reinado, especialmente a Noite das Garrafadas, que opôs brasileiros e portugueses. O episódio reflete a insatisfação com o governo autoritário de D. Pedro I, que dissolveu a Assembleia Constituinte em 1823 e outorgou a Constituição de 1824, centralizando o poder. Assim, a alternativa que aponta questionamentos ao autoritarismo está correta, pois os conflitos expressam a oposição ao estilo centralizador e autoritário do imperador.

As demais alternativas estão incorretas: estímulos ao racismo não se aplicam, pois o conflito era entre grupos nacionais, não raciais; apoio ao xenofobismo é inadequado, pois os brasileiros criticavam os portugueses por seu apoio ao imperador, mas não se tratava de xenofobia generalizada; críticas ao federalismo não são pertinentes, pois o debate político da época não era sobre federalismo, mas sobre centralização; repúdio ao republicanismo também não se sustenta, pois a crise não era contra a forma de governo republicana, mas contra o autoritarismo imperial.