Questão de Ciências da Natureza e suas Tecnologias #019e5c07
Diferente do que o senso comum acredita, as lagartas de borboletas não possuem voracidade generalizada. Um estudo mostrou que as borboletas de asas transparentes da família Ithomiinae, comuns na Floresta Amazônica e na Mata Atlântica, consomem, sobretudo, plantas da família Solanaceae, a mesma do tomate. Contudo, os ancestrais dessas borboletas consumiam espécies vegetais da família Apocinaceae, mas a quantidade dessas plantas parece não ter sido suficiente para garantir o suprimento alimentar dessas borboletas. Dessa forma, as solanáceas tornaram-se uma opção de alimento, pois são abundantes na Mata Atlântica e na Floresta Amazônica.
Nesse texto, a ideia do senso comum é confrontada com os conhecimentos científicos, ao se entender que as larvas das borboletas Ithomiinae encontradas atualmente na Mata Atlântica e na Floresta Amazônica, apresentam
facilidade em digerir todas as plantas desses locais.
interação com as plantas hospedeiras da família Apocinaceae.
adaptação para se alimentar de todas as plantas desses locais.
voracidade indiscriminada por todas as plantas existentes nesses locais.
especificidade pelas plantas da família Solanaceae existentes nesses locais.
Explicação Oficial / Explicações da Comunidade
O texto afirma que as borboletas Ithomiinae consomem sobretudo plantas da família Solanaceae, indicando uma especificidade alimentar, e não uma voracidade generalizada. A alternativa que menciona a especificidade pelas plantas da família Solanaceae está correta, pois o estudo mostra que essas borboletas se alimentam principalmente dessas plantas, contrariando o senso comum de que lagartas comem de tudo. As demais alternativas estão incorretas: a que fala em facilidade em digerir todas as plantas não é apoiada pelo texto; a que menciona interação com Apocinaceae refere-se aos ancestrais, não às atuais; a que sugere adaptação para se alimentar de todas as plantas é contrária à especificidade; e a que afirma voracidade indiscriminada é exatamente o senso comum que o texto refuta.