Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
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Questão de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5c0e

Enunciado da Questão
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
#recursos sonoros
#coloquialismo
#análise de letra de música
#figuras de linguagem
#estilística
Médio

Para o Mano Caetano
Quando um doce bardo brada a toda brida,
Em velas pandas, suas esquisitas rimas?
Geografia de verdades, Guanabaras postiças
Saudades banguelas, tropicais preguiças?
A boca cheia de dentes
De um implacável sorriso
Morre a cada instante
Que devora a voz do morto, e com isso,
Ressuscita vampira, sem o menor aviso
[...]
E eu soy lobo-bolo? lobo-bolo
Tipo pra rimar com ouro de tolo?
Oh, Narciso Peixe Ornamental!
Tease me, tease me outra vez 1
Ou em banto baiano
Ou em português de Portugal
Se quiser, até mesmo em americano
De Natal
[...]
1 Tease me (caçoe de mim, importune-me).

LOBÃO. Disponível em: http://vagalume.uol.com.br. Acesso em: 14 ago. 2009 (adaptado).

Na letra da canção apresentada, o compositor Lobão explora vários recursos da língua portuguesa, a fim de conseguir efeitos estéticos ou de sentido. Nessa letra, o autor explora o extrato sonoro do idioma e o uso de termos coloquiais na seguinte passagem:

A

Quando um doce bardo brada a toda brida (v. 2)

B

Em velas pandas, suas esquisitas rimas? (v. 3)

C

Que devora a voz do morto (v. 9)

D

lobo-bolo//Tipo pra rimar com ouro de tolo? (v. 11-12)

Correta
E

Tease me, tease me outra vez (v. 14)

Explicação Oficial / Explicações da Comunidade

A alternativa correta é a que apresenta o trecho "lobo-bolo//Tipo pra rimar com ouro de tolo?", pois nela o autor explora o extrato sonoro do idioma (a repetição de sons em "lobo-bolo" e a rima com "ouro de tolo") e utiliza termos coloquiais como "tipo pra" (em vez de "tipo para") e "ouro de tolo" (expressão popular). As demais alternativas não combinam esses dois recursos: a opção "Quando um doce bardo brada a toda brida" possui linguagem formal e erudita, sem coloquialismos; "Em velas pandas, suas esquisitas rimas?" também é formal e não explora o som de forma lúdica; "Que devora a voz do morto" é uma metáfora sem coloquialismo ou jogo sonoro evidente; e "Tease me, tease me outra vez" utiliza um estrangeirismo (inglês), mas não explora o extrato sonoro do português nem termos coloquiais brasileiros.