Questão de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5c0e
Texto I
O professor deve ser um guia seguro, muito senhor de sua língua; se outra for a orientação, vamos cair na “língua brasileira”, refúgio nefasto e confissão nojenta de ignorância do idioma pátrio, recurso vergonhoso de homens de cultura falsa e de falso patriotismo. Como havemos de querer que respeitem a nossa nacionalidade se somos os primeiros a descuidar daquilo que exprime e representa o idioma pátrio?
ALMEIDA, N. M. Gramática metódica da língua portuguesa. Prefácio. São Paulo: Saraiva, 1999 (adaptado).
Texto II
Alguns leitores poderão achar que a linguagem desta Gramática se afasta do padrão estrito usual neste tipo de livro. Assim, o autor escreve tenho que reformular, e não tenho de reformular; pode-se colocar dois constituintes, e não podem-se colocar dois constituintes; e assim por diante. Isso foi feito de caso pensado, com a preocupação de aproximar a linguagem da gramática do padrão atual brasileiro presente nos textos técnicos e jornalísticos de nossa época.
REIS, N. Nota do editor. PERINI, M. A. Gramática descritiva do português. São Paulo: Ática, 1996.
Confrontando-se as opiniões defendidas nos dois textos, conclui-se que
ambos os textos tratam da questão do uso da língua com o objetivo de criticar a linguagem do brasileiro.
os dois textos defendem a ideia de que o estudo da gramática deve ter o objetivo de ensinar as regras prescritivas da língua.
a questão do português falado no Brasil é abordada nos dois textos, que procuram justificar como é correto e aceitável o uso coloquial do idioma.
o primeiro texto enaltece o padrão estrito da língua, ao passo que o segundo defende que a linguagem jornalística deve criar suas próprias regras gramaticais.
o primeiro texto prega a rigidez gramatical no uso da língua, enquanto o segundo defende uma adequação da língua escrita ao padrão atual brasileiro.
Explicação Oficial / Explicações da Comunidade
A resposta correta é a que afirma que o primeiro texto defende a rigidez gramatical, enquanto o segundo defende a adequação ao padrão atual brasileiro. O Texto I, de Almeida, critica duramente o uso de uma "língua brasileira" e defende o domínio rigoroso do idioma pátrio, ou seja, uma postura prescritivista e conservadora. Já o Texto II, de Perini, justifica o uso de construções gramaticais que se afastam do padrão estrito para se aproximar do português brasileiro contemporâneo, demonstrando uma abordagem descritiva e adaptativa. As demais alternativas estão incorretas: a alternativa que afirma que ambos criticam a linguagem do brasileiro é falsa, pois o Texto II não critica, mas sim aceita variações; a que diz que ambos defendem o ensino de regras prescritivas é incorreta, pois o Texto II não segue essa linha; a que afirma que ambos justificam o uso coloquial é parcialmente verdadeira para o Texto II, mas o Texto I condena o coloquialismo; e a que diz que o segundo defende que a linguagem jornalística crie suas próprias regras é imprecisa, pois ele defende a aproximação ao padrão atual, não a criação de regras próprias.