Questão de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5c0e
Da comparação entre os textos, conclui-se que a posição de João de Barros (Texto II), em relação aos usos sociais da linguagem, revela
atitude crítica do autor quanto à gramática que as nações a serviço de Portugal possuíam e, ao mesmo tempo, de benevolência quanto ao conhecimento que os povos tinham de suas línguas.
atitude preconceituosa relativa a vícios culturais das nações sob domínio português, dado o interesse dos falantes dessa línguas em copiar a língua do império, o que implicou a falência do idioma falado em Portugal.
o desejo de conservar, em Portugal, as estruturas da variante padrão da língua grega — em oposição às consideradas bárbaras —, em vista da necessidade de preservação do padrão de correção dessa língua à época.
adesão à concepção de língua como entidade homogênea e invariável, e negação da ideia de que a língua portuguesa pertence a outros povos.
atitude crítica, que se estende à própria língua portuguesa, por se tratar de sistema que não disporia de elementos necessários para a plena inserção sociocultural de falantes não nativos do português.
Explicação Oficial / Explicações da Comunidade
A resposta correta é a que afirma que João de Barros adere à concepção de língua como entidade homogênea e invariável, negando que a língua portuguesa pertença a outros povos. Isso porque, no Texto II, o autor demonstra uma visão purista e normativa da língua, considerando que as variações e usos dos povos colonizados são deturpações, e não manifestações legítimas da língua. As demais alternativas estão incorretas: a que menciona atitude crítica e benevolência não se sustenta, pois João de Barros não é benevolente, mas sim crítico e preconceituoso; a que fala em preconceito e falência do idioma em Portugal exagera e não corresponde ao texto; a que menciona língua grega é anacrônica e não tem relação com o texto; e a que fala em crítica à própria língua portuguesa por falta de elementos para inserção sociocultural não é o foco do autor, que critica os falantes não nativos, não a língua em si.