Questão de Ciências Humanas e suas Tecnologias #019e5c12
A Mata Atlântica, que originalmente se estendia por todo o litoral brasileiro, do Ceará ao Rio Grande do Sul, ostenta hoje o triste título de uma das florestas mais devastadas do mundo. Com mais de 1 milha˜o de quiloˆmetros quadrados, hoje restam apenas 5% da vegetação original, como mostram as figuras.
Considerando as características histórico-geográficas do Brasil e a partir da análise das figuras é correto afirmar que
as transformações climáticas, especialmente na Região Nordeste, interferiram fortemente na diminuição dessa floresta úmida.
nas três últimas décadas, o grau de desenvolvimento regional impediu que a devastação da Mata Atlântica fosse maior do que a registrada.
as atividades agrícolas, aliadas ao extrativismo vegetal, têm se constituído, desde o período colonial, na principal causa da devastação da Mata Atlântica.
a taxa de devastação dessa floresta tem seguido o sentido oposto ao do crescimento populacional de cada uma das Regiões afetadas.
o crescimento industrial, na década de 50, foi o principal fator de redução da cobertura vegetal na faixa litorânea do Brasil, especialmente da região Nordeste.
Explicação Oficial / Explicações da Comunidade
A alternativa que aponta as atividades agrícolas e o extrativismo vegetal como principais causas da devastação desde o período colonial está correta. Historicamente, a ocupação do território brasileiro iniciou-se pela faixa litorânea, onde se localiza o bioma da Mata Atlântica. Ciclos econômicos sucessivos, como a exploração do pau-brasil, o cultivo da cana-de-açúcar, a cafeicultura e, posteriormente, a expansão urbana e agropecuária, foram os grandes vetores de destruição progressiva dessa floresta.
Quanto às demais alternativas:
- A afirmação sobre transformações climáticas na Região Nordeste está incorreta porque a devastação da Mata Atlântica é de origem antrópica (ação humana), ligada ao processo histórico de colonização e exploração econômica, e não decorrente de mudanças climáticas naturais.
- A asserção de que o desenvolvimento regional impediu uma devastação maior nas últimas três décadas é falsa, pois o avanço urbano-industrial e a expansão da fronteira agrícola continuaram exercendo forte pressão sobre os remanescentes florestais.
- A ideia de que a taxa de devastação seguiu o sentido oposto ao crescimento populacional está errada, visto que o crescimento demográfico e a urbanização na faixa litorânea (onde se concentra a maior parte da população brasileira) correlacionam-se diretamente com o aumento da destruição da floresta.
- A proposição de que o crescimento industrial na década de 1950 foi o principal fator de redução, especialmente no Nordeste, é incorreta porque a devastação começou muito antes (no século XVI) e a industrialização da década de 1950 concentrou-se fortemente na Região Sudeste, além de que o Nordeste já havia perdido a maior parte de sua cobertura florestal devido ao ciclo do açúcar séculos antes.