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Questão de English language #019e354a

Enunciado da Questão
English language
#língua inglesa
#preconceito linguístico
#imigração
#identidade cultural
#interpretação de texto
#linguagens
Médio

  I remember being caught speaking Spanish at recess  [...] I remember being sent to the corner of the classroom  for “talking back” to the Anglo teacher when all I was trying  to do was tell her how to pronounce my name. “If you  want to be American, speak ‘American’. If you don’t like it,  go back to Mexico where you belong”.    “I want you to speak English […]”, my mother would  say, mortified that I spoke English like a Mexican. At Pan  American University, I and all Chicano students were  required to take two speech classes. Their purpose: to get  rid of our accents.

ANZALDÚA, G. Borderlands/La Frontera: The New Mestiza. San Francisco: Aunt Lute Books, 1987.

The problem discussed in this text about immigrants residing in the United States concerns the harm caused by(a)

A

repúdio ao sotaque espanhol no uso do inglês.

Correta
B

resignação diante do apagamento da língua materna.

C

escassez de oportunidades de aprendizado do espanhol.

D

choque entre falantes de línguas distintas de diferentes gerações.

E

concorrência entre as variações linguísticas do inglês e as do espanhol.

Explicação Oficial / Explicações da Comunidade

Análise do Texto de Gloria Anzaldúa

A resposta correta é a alternativa A) repúdio ao sotaque espanhol no uso do inglês.


1. O Foco Central do Problema

O texto de Gloria Anzaldúa descreve uma série de experiências dolorosas que não se limitam apenas à proibição de falar espanhol, mas se aprofundam na hostilidade contra a influência do espanhol na fala inglesa, ou seja, o sotaque.

Vamos analisar os pontos-chave do texto:

  • Na Escola: A autora foi punida por "falar de volta" quando, na verdade, estava apenas tentando ensinar à professora a pronúncia correta de seu nome. A resposta da professora, "Se você quer ser americana, fale 'americano'", revela que o problema não é apenas a língua, mas a forma de falar, a pronúncia que denuncia sua origem.

  • Em Casa: A mãe da autora sentia-se "mortificada que eu falasse inglês como uma mexicana". Novamente, a vergonha e a pressão social não eram sobre falar inglês, mas sobre falar inglês com um sotaque considerado "mexicano".

  • Na Universidade: A evidência mais explícita está aqui. Estudantes chicanos eram obrigados a fazer aulas de fonoaudiologia com um propósito claro e direto: "livrar-se de nossos sotaques" (to get rid of our accents). Isso mostra uma ação institucionalizada para apagar a marca linguística de sua herança.

2. Avaliação das Alternativas

  • A) repúdio ao sotaque espanhol no uso do inglês: Correto. Todas as situações descritas no texto (a pronúncia do nome, o inglês "como uma mexicana" e as aulas para eliminar o sotaque) apontam para um preconceito e uma rejeição sistemática do sotaque hispânico quando o inglês é falado.

  • B) resignação diante do apagamento da língua materna: Incorreto. O tom do texto não é de resignação, mas de denúncia e memória de uma luta. Além disso, o foco principal do excerto é o sotaque no inglês, não o apagamento completo do espanhol.

  • C) escassez de oportunidades de aprendizado do espanhol: Incorreto. O texto não fala sobre a falta de oportunidades para aprender espanhol, mas sim sobre a punição por usá-lo e a pressão para modificar o sotaque no inglês.

  • D) choque entre falantes de línguas distintas de diferentes gerações: Incorreto. Embora haja um conflito com a mãe (outra geração), o conflito principal é com a sociedade dominante e suas instituições (escola, universidade), representada pela professora "anglo". Não é apenas um choque geracional.

  • E) concorrência entre as variações linguísticas do inglês e as do espanhol: Incorreto. O termo "concorrência" sugere uma disputa entre iguais. O texto descreve uma relação de poder e opressão, onde uma forma de falar (o inglês "americano" sem sotaque) é imposta e a outra é ativamente reprimida e estigmatizada. "Repúdio" é um termo muito mais preciso.

3. Conclusão

O problema central abordado por Anzaldúa neste trecho é o preconceito linguístico. A sociedade americana descrita no texto não apenas exige que os imigrantes falem inglês, mas que o façam apagando qualquer traço sonoro de sua língua materna, repudiando o sotaque como um marcador indesejado de sua identidade e origem.