Questão de Ciências da Natureza e suas Tecnologias #019e5bdd
A luz que atinge a retina desencadeia a formação de impulsos nervosos que são transmitidos para diferentes áreas do encéfalo, como representado no esquema. Para que uma pessoa possa enxergar, a informação tem que atingir o córtex visual. Quando alguma parte da via que conduz a informação até lá é lesada, ocorre perda da visão. Por outro lado, a informação que chega ao hipotálamo não participa da formação da imagem, mas influencia a secreção do hormônio melatonina pela glândula pineal. Quando há entrada de luz na retina, a secreção de melatonina é inibida.
Um médico avaliou a secreção de melatonina após iluminar a retina em dois pacientes com perda visual. No primeiro paciente (1), houve inibição da secreção de melatonina; enquanto no segundo (2), a inibição não aconteceu.
Os pacientes 1 e 2 tiveram perda visual, pois apresentavam problemas, respectivamente, no(a)
retina e nervo óptico.
córtex visual e retina.
nervo óptico e tálamo.
tálamo e córtex visual.
hipotálamo e glândula pineal.
Explicação Oficial / Explicações da Comunidade
1. Compreensão do Contexto Geral
O esquema apresentado ilustra a propagação dos impulsos nervosos gerados pela luz ao incidir sobre a Retina, que convergem inicialmente para o Nervo óptico. A partir do nervo óptico, a via se bifurca em dois trajetos funcionais distintos:
- Via visual consciente: Nervo óptico → Tálamo → Córtex visual. É nessa terminação cortical que ocorre o processamento perceptual e a formação da visão.
- Via neuroendócrina (ritmo circadiano): Nervo óptico → Hipotálamo → Glândula pineal. A estimulação luminosa que atinge a glândula pineal por essa via é responsável por inibir a síntese e a secreção de melatonina.
2. Justificativa da Alternativa Correta
Analisando as manifestações clínicas de cada indivíduo com base no fluxograma:
- Paciente 1: Apresentou perda visual, mas manteve a inibição da melatonina. Para que a inibição da melatonina ocorra normalmente, a luz deve ser captada e o estímulo deve percorrer com êxito a retina, o nervo óptico, o hipotálamo e a glândula pineal. Como a via comum e a via neuroendócrina estão íntegras, a perda de visão só pode decorrer de um dano específico no ramo da percepção visual após a bifurcação, como no córtex visual (ou tálamo).
- Paciente 2: Apresentou perda visual concomitante à ausência de inibição da secreção de melatonina. O comprometimento simultâneo de ambas as vias indica que o sinal luminoso não foi sequer gerado ou transmitido no trecho compartilhado por ambos os processos, ou seja, no início da via: na retina (ou no nervo óptico).
Cruzando essas conclusões com as opções disponíveis, os problemas localizam-se, respectivamente, no córtex visual e retina.
3. Análise dos Distratores (Alternativas Incorretas)
- retina e nervo óptico.: Incorreta. Se o paciente 1 tivesse lesão na retina, o estímulo luminoso inicial não seria gerado e, consequentemente, a inibição da melatonina não teria acontecido.
- nervo óptico e tálamo.: Incorreta. Uma lesão no nervo óptico no paciente 1 bloquearia tanto a formação visual quanto a via hipotalâmica, impedindo a inibição de melatonina. Além disso, se o paciente 2 tivesse lesão isolada no tálamo, a via do hipotálamo estaria intacta e a secreção de melatonina seria inibida normalmente.
- tálamo e córtex visual.: Incorreta. Se o paciente 2 tivesse lesão no córtex visual, a via retino-hipotalâmica estaria preservada e a luz inibiria normalmente a melatonina, contradizendo o resultado clínico observado.
- hipotálamo e glândula pineal.: Incorreta. Lesões restritas ao hipotálamo ou à pineal alterariam apenas a secreção de melatonina, mas não comprometeriam o córtex visual nem provocariam a perda de visão relatada em ambos os pacientes.