Questão de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias #019e5bea
O acesso às Práticas Corporais/Atividades Físicas (PC/AF) é desigual no Brasil, à semelhança de outros indicadores sociais e de saúde. Em geral, PC/AF prazerosas, diversificadas, mais afeitas ao período de lazer estão concentradas nas populações mais abastadas. As atividades físicas de deslocamento, trajetos a pé ou de bicicleta para estudar ou trabalhar, por exemplo, são mais frequentes na classe social menos favorecida. Aqui, há uma relação inversa e perversa entre variáveis socioeconômicas de acesso às PC/AF. As maiores prevalências de inatividade física foram em mulheres, pessoas com 60 anos ou mais, negros, pessoas com autoavaliação de saúde ruim ou muito ruim, com renda familiar de até quatro salários mínimos por pessoa, pessoas que desconhecem programas públicos de PC/AF e residentes em áreas sem locais públicos para a prática.
O fator central que impacta a realização de práticas corporais/atividades físicas no tempo de lazer no Brasil é a
diferença entre homens e mulheres.
inexistência de políticas públicas.
diversidade de faixa etária.
variação de condição étnica.
desigualdade entre classes sociais.
Explicação Oficial / Explicações da Comunidade
A resposta correta é a que aponta a desigualdade entre classes sociais como fator central. O texto de apoio destaca que as práticas corporais e atividades físicas no tempo de lazer são mais frequentes entre as populações mais abastadas, enquanto as classes menos favorecedoras realizam mais atividades de deslocamento. Além disso, menciona que a inatividade física é maior em grupos de menor renda, evidenciando a relação inversa entre condição socioeconômica e acesso a atividades prazerosas de lazer.
A alternativa que menciona a diferença entre homens e mulheres está incorreta, pois, embora o texto cite maior inatividade entre mulheres, isso é um dado descritivo, não o fator central que impacta a realização de práticas no lazer.
A opção sobre inexistência de políticas públicas também não é o fator central, pois o texto menciona que pessoas que desconhecem programas públicos têm maior inatividade, mas não afirma que não existem políticas; além disso, o foco principal é a desigualdade social.
A diversidade de faixa etária é citada como um grupo com maior inatividade (60 anos ou mais), mas não é o fator central que explica a desigualdade no acesso ao lazer.
Por fim, a variação de condição étnica aparece no texto (negros com maior inatividade), mas novamente é uma característica associada à desigualdade social, e não o fator central. O texto enfatiza a renda e a classe social como determinantes principais.