Ciências Humanas e suas Tecnologias
medium

Questão de Ciências Humanas e suas Tecnologias #019e5bea

Enunciado da Questão
Ciências Humanas e suas Tecnologias
#Geografia Agrária
Médio

No Cerrado, o conhecimento local está sendo cada vez mais subordinado à lógica do agronegócio. De um lado, o capital impõe os conhecimentos biotecnológicos, como mecanismo de universalização de práticas agrícolas e de novas tecnologias, e de outro, o modelo capitalista subordina homens e mulheres à lógica do mercado. Assim, as águas, as sementes, os minerais, as terras (bens comuns) tornam-se propriedade privada. Além do mais, há outros fatores negativos, como a mecanização pesada, a “pragatização” dos seres humanos e não humanos, a violência simbólica, a superexploração, as chuvas de veneno e a violência contra a pessoa.

CALAÇA, M.; SILVA, E. B.; JESUS, J. N. Territorialização do agronegócio e subordinação do campesinato no Cerrado. Élisée, Rev. Geo. UEG, n. 1, jan.-jun. 2021 (adaptado).

Os elementos descritos no texto, a respeito da territorialização da produção, demonstram que há um

A

cerco aos camponeses, inviabilizando a manutenção das condições para a vida.

Correta
B

descaso aos latifundiários, impactando a plantação de alimentos para a exportação.

C

desprezo ao assalariado, afetando o engajamento dos sindicatos para o trabalhador.

D

desrespeito aos governantes, comprometendo a criação de empregos para o lavrador.

E

assédio ao empresariado, dificultando o investimento de maquinários para a produção.

Explicação Oficial / Explicações da Comunidade

O texto descreve como a expansão do agronegócio no Cerrado subordina o conhecimento local e transforma bens comuns em propriedade privada, além de listar impactos negativos como mecanização pesada, violência simbólica e superexploração. Esses elementos indicam um cerco aos camponeses, inviabilizando a manutenção das condições para a vida, pois eles perdem acesso à terra, água e sementes, e sofrem com a violência e exploração.

A alternativa que menciona descaso aos latifundiários está incorreta, pois o texto critica o agronegócio, que é justamente o modelo dos latifundiários, e não demonstra descaso por eles. A opção sobre desprezo ao assalariado não se sustenta, pois o foco está nos camponeses e na perda de seus meios de vida, não especificamente em assalariados ou sindicatos. A alternativa que fala em desrespeito aos governantes é inadequada, já que o texto não aborda a relação com governantes ou criação de empregos. Por fim, a opção sobre assédio ao empresariado é contrária ao sentido do texto, que mostra o empresariado como agente do processo de subordinação, não como vítima.