Questão de Ciências Humanas e suas Tecnologias #019e5beb
Colegas, na mente e no coração do povo, a Crimeia sempre foi uma porção inseparável da Rússia. Essa firme convicção se baseia na verdade e na justiça e foi passada de geração em geração, ao longo do tempo, sob quaisquer circunstâncias, apesar de todas as drásticas mudanças que nosso país atravessou durante todo o século XX.
Considerando a dinâmica geopolítica subjacente ao texto, a justificativa utilizada por Vladimir Putin, em 2014, para anexação dessa península apela para o argumento de que
as populações com idioma comum devem estar submetidas à mesma autoridade estatal.
o imperialismo soviético havia se acomodado às pretensões das potências vizinhas.
os organismos transnacionais são incapazes de solucionar disputas territoriais.
a integração regional supõe a livre circulação de pessoas e mercadorias.
a expulsão das forças navais ocidentais garantiria a soberania nacional.
Explicação Oficial / Explicações da Comunidade
A justificativa correta para a anexação da Crimeia por Vladimir Putin em 2014, conforme o discurso apresentado, é o argumento de que populações com idioma comum devem estar submetidas à mesma autoridade estatal. O texto enfatiza que a Crimeia sempre foi considerada parte inseparável da Rússia no coração do povo, apelando para laços históricos e culturais, especialmente o idioma russo predominante na região. Essa visão nacionalista e irredentista foi usada para legitimar a anexação, ignorando a soberania ucraniana.
As demais alternativas estão incorretas: a opção que menciona o imperialismo soviético não se aplica, pois a anexação ocorreu após o fim da União Soviética e não se baseou em uma suposta acomodação a potências vizinhas. A opção sobre organismos transnacionais não é o foco do discurso de Putin, que não menciona a incapacidade desses órgãos. A opção sobre integração regional e livre circulação não corresponde ao argumento utilizado, que é de caráter histórico-cultural, não econômico. Por fim, a opção sobre expulsão de forças navais ocidentais não é mencionada no texto; a justificativa central é a identidade cultural e linguística.