Questão de Ciências da Natureza e suas Tecnologias #019e5beb
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um produto de terapia gênica no país, indicado para o tratamento da distrofia hereditária da retina. O procedimento é recomendado para crianças acima de 12 meses e adultos com perda de visão causada pela mutação do gene humano RPE65. O produto, elaborado por engenharia genética, é composto por um vírus, no qual foi inserida uma cópia do gene normal humano RPE65 para corrigir o funcionamento das células da retina.
O sucesso dessa terapia advém do fato de que o produto favorecerá a
correção do código genético para a tradução da proteína.
alteração do RNA ribossômico ligado à síntese da proteína.
produção de mutações benéficas para a correção do problema.
liberação imediata da proteína normal na região ocular humana.
expressão do gene responsável pela produção da enzima normal.
Explicação Oficial / Explicações da Comunidade
A terapia gênica descrita insere uma cópia normal do gene RPE65 nas células da retina, permitindo que essas células passem a expressar o gene e produzam a proteína funcional. A alternativa correta destaca exatamente isso: a expressão do gene normal para produção da enzima (proteína) que estava ausente ou defeituosa.
A alternativa que menciona correção do código genético para tradução da proteína está incorreta porque a terapia não altera o código genético (sequência de DNA) das células do paciente; ela adiciona uma cópia funcional do gene, mas o código original mutado permanece.
A opção sobre alteração do RNA ribossômico também é incorreta, pois a terapia não modifica o RNA ribossômico, que é um componente estrutural dos ribossomos, e não está diretamente relacionado à correção da deficiência genética.
A alternativa que fala em produção de mutações benéficas está errada, pois a terapia não induz mutações; ela fornece um gene normal, não cria mutações.
Por fim, a opção de liberação imediata da proteína normal é incorreta porque a terapia não libera a proteína pronta; ela insere o gene para que as próprias células do paciente produzam a proteína ao longo do tempo.