Questão de Ciências Humanas e suas Tecnologias #019e5bef
O cântico da terra
Eu sou a terra, eu sou a vida.
A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.
E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranquilo dormirás.
Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
No contexto das distintas formas de apropriação da terra, o poema de Cora Coralina valoriza a relação entre
grileiros e controle territorial.
meeiros e divisão do trabalho.
camponeses e uso da natureza.
indígenas e manejo agroecológico.
latifundiários e fertilização do solo.
Explicação Oficial / Explicações da Comunidade
O poema "O cântico da terra" de Cora Coralina expressa uma visão poética da relação entre o lavrador (camponês) e a terra, personificada como fonte de vida, sustento e acolhimento. A terra oferece seus frutos (arado, foice, machado, algodão, pão) e, ao final, recebe o corpo do trabalhador em seu seio. Essa relação é de interdependência, respeito e uso cuidadoso, não de exploração predatória ou dominação. Portanto, a alternativa que valoriza a relação entre camponeses e uso da natureza está correta, pois capta a essência do poema: o camponês que cultiva a terra de forma integrada e respeitosa.
A alternativa que menciona grileiros e controle territorial está incorreta, pois grileiros são associados à grilagem, apropriação ilegal de terras, o que contrasta com a visão harmônica do poema. A alternativa sobre meeiros e divisão do trabalho também não se sustenta, pois o poema não aborda relações de parceria ou divisão do trabalho, mas sim a ligação direta entre o lavrador e a terra. A alternativa que cita indígenas e manejo agroecológico, embora possa evocar uma relação sustentável, não é a mais adequada, pois o poema não menciona especificamente povos indígenas ou técnicas agroecológicas; o termo "lavrador" remete mais ao camponês em geral. Por fim, a alternativa sobre latifundiários e fertilização do solo está errada, pois latifundiários são grandes proprietários de terra, frequentemente associados à exploração, e o poema não aborda fertilização do solo como tema central.