Questão de Ciências Humanas e suas Tecnologias #019f6986
Ao mesmo tempo, graças às amplas possibilidades que tive de observar a classe média, vossa adversária, rapidamente concluí que vós tendes razão, inteira razão, em não esperar dela qualquer ajuda. Seus interesses são diametralmente opostos aos vossos, mesmo que ela procure incessantemente afirmar o contrário e vos queira persuadir que sente a maior simpatia por vossa sorte. Mas seus atos desmentem suas palavras.
No texto, o autor apresenta delineamentos éticos que correspondem ao(s)
conceito de luta de classes.
alicerce da ideia de mais-valia.
fundamentos do método científico.
paradigmas do processo indagativo.
domínios do fetichismo da mercadoria.
Explicação Oficial / Explicações da Comunidade
O fragmento apresentado é de autoria de Friedrich Engels, um dos formuladores do socialismo científico ao lado de Karl Marx. No texto, Engels dirige-se diretamente à classe trabalhadora britânica, caracterizando a classe média (burguesia) como sua "adversária" e apontando que os interesses de ambas as classes são "diametralmente opostos".
Essa oposição irreconciliável de interesses materiais, econômicos e políticos entre a classe que detém os meios de produção (burguesia) e a classe que vende sua força de trabalho (proletariado) constitui a base teórica do conceito de luta de classes. Para o materialismo histórico, a luta de classes é o motor da história e explica a dinâmica de conflito social descrita por Engels.
Análise das alternativas incorretas:
- B está incorreta porque a "mais-valia" refere-se especificamente à diferença entre o valor produzido pelo trabalho do operário e a remuneração paga a ele pelo capitalista (a base da exploração econômica), o que não é o foco do comportamento ético e político descrito no trecho.
- C e D estão incorretas porque o excerto não discute as regras de validação do método científico ou do processo de indagação filosófica/científica.
- E está incorreta porque o "fetichismo da mercadoria" é o fenômeno social e psicológico em que as relações sociais de produção aparecem sob a forma de relações entre coisas (mercadorias), ocultando a exploração do trabalho humano, conceito que também não é o tema central abordado na passagem.