Ciências Humanas e suas Tecnologias Question #019e354a
A 26ª Conferência do Clima das Nações Unidas foi realizada com a perspectiva de que os países tornassem ainda mais ambiciosos os compromissos assumidos no enfrentamento das mudanças climáticas, de modo a evitar que a temperatura global se eleve acima de 1,5 °C, marca que já vinha sendo discutida desde o Acordo de Paris, de 2015.
A pressão do setor empresarial, que se posicionou de maneira contundente nesta COP-26, gerou impacto positivo. O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) capitaneou, por meio do movimento Empresários pelo Clima, a adesão de 119 CEOs de importantes empresas e 14 instituições do setor privado, de setores tão diversos como agronegócio, alimentício, aviação, elétrico, farmacêutico, finanças, infraestrutura, logística, papel e celulose, petroquímico, saúde, tecnologia, telefonia e varejo.
O Brasil deixa a conferência com o compromisso de fazer valer sua meta e reduzir 50% dos gases de efeito estufa até 2030 em relação aos níveis de 2005 — anteriormente, a meta de redução era de 43%.
Conforme o texto, o compromisso assumido pelo Brasil foi resultado dos tensionamentos promovidos por
povos ribeirinhos e segmentos culturais.
blocos econômicos e instituições militares.
grupos científicos e universidades públicas.
organismos supranacionais e sociedade civil.
agentes governamentais e demanda turística.
Official Explanation / Community Explanations
Análise do Texto sobre a COP-26
A resposta correta é a alternativa D) organismos supranacionais e sociedade civil.
1. A Identificação das Fontes de Pressão (Tensionamentos)
O texto descreve o ambiente de negociação da COP-26 e aponta para duas fontes principais de pressão que levaram o Brasil a assumir um compromisso mais ambicioso.
Fonte 1: Organismos Supranacionais
- O próprio evento, a "26ª Conferência do Clima das Nações Unidas", é um fórum de pressão internacional. As Nações Unidas (ONU) são um organismo supranacional que estabelece a agenda e cria a expectativa de que os países-membros (como o Brasil) aumentem seus compromissos. * O texto menciona que a conferência foi realizada "com a perspectiva de que os países tornassem ainda mais ambiciosos os compromissos", uma pressão inerente ao ambiente diplomático criado por essa organização.
Fonte 2: Sociedade Civil
- O texto é explícito ao destacar o papel de um segmento da sociedade civil. O segundo parágrafo afirma: "A pressão do setor empresarial, que se posicionou de maneira contundente nesta COP-26, gerou impacto positivo." * Ele detalha essa pressão mencionando o "Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS)" e o movimento "Empresários pelo Clima", que representam uma parte organizada da sociedade civil pressionando por mudanças.
2. O Resultado da Pressão
A combinação da pressão internacional, exercida no âmbito do organismo supranacional (ONU), com a pressão interna de setores da sociedade civil (o empresariado), resultou na ação do governo brasileiro, que elevou sua meta de redução de emissões.
3. Avaliação das Outras Alternativas
- A) povos ribeirinhos e segmentos culturais: O texto não menciona a participação desses grupos. * B) blocos econômicos e instituições militares: Não há menção a blocos como o Mercosul nem a instituições militares. * C) grupos científicos e universidades públicas: Embora a ciência embase as discussões climáticas, o texto não os aponta como os agentes de pressão específicos neste contexto. * E) agentes governamentais e demanda turística: O governo foi o alvo da pressão, não a fonte. A demanda turística não é mencionada.
4. Conclusão
Conforme o texto, o compromisso assumido pelo Brasil foi resultado dos tensionamentos promovidos tanto por organismos supranacionais, representados pela ONU e pelo formato da COP, quanto por setores organizados da sociedade civil, especificamente o setor empresarial.