Ciências da Natureza e suas Tecnologias
easy

Ciências da Natureza e suas Tecnologias Question #019e354b

Question Statement
Ciências da Natureza e suas Tecnologias
#biologia
#ecologia
#impacto ambiental
#saúde pública
#natureza
Easy

As autoridades sanitárias brasileiras têm se preocupado muito nos últimos anos com o aumento da ocorrência de doenças transmitidas por mosquitos, principalmente arboviroses como chikungunya e zika, que se tornaram epidêmicas ou endêmicas em áreas urbanas. Parte de uma análise da relação entre a urbanização e a incidência dessas doenças está representada no fluxograma.

Content Image
ALMEIDA, L. S.; COTA, A. L. S.; RODRIGUES, D. F. Saneamento, arboviroses e determinantes ambientais: impactos na saúde urbana. **Ciência & Saúde Coletiva**, v. 25, n. 10, 2020 (adaptado).

Nesse contexto, como a urbanização está causando riscos à saúde humana?

A

Disseminando verminoses.

B

Causando a eutrofização de lagoas.

C

Aumentando a chance de contato com coliformes.

D

Diminuindo a população de predadores aquáticos.

Correct
E

Aproximando as pessoas das áreas de ocorrência de mosquitos.

Official Explanation / Community Explanations

Análise da Relação entre Urbanização e Saúde

A resposta correta é a alternativa D) Diminuindo a população de predadores aquáticos.


1. Interpretando o Fluxograma

A questão pede para explicar como a urbanização causa riscos à saúde humana dentro do contexto apresentado pelo fluxograma. Portanto, devemos seguir a cadeia de causa e efeito mostrada:

  1. Urbanização → Ausência de saneamento básico: O crescimento desordenado das cidades muitas vezes leva à falta de infraestrutura adequada. 2. Ausência de saneamento → Contaminação da água: O esgoto doméstico e outros poluentes são despejados em rios, lagos e córregos sem tratamento. 3. Contaminação da água → Redução da biodiversidade aquática: A poluição da água torna o ambiente inóspito para muitas formas de vida. Organismos mais sensíveis morrem, diminuindo a variedade de espécies. 4. Redução da biodiversidade aquática → Riscos para a saúde humana: Este é o elo final que precisamos entender no contexto das doenças transmitidas por mosquitos.

2. Conectando a Biodiversidade aos Mosquitos

O texto introdutório foca em doenças transmitidas por mosquitos (arboviroses). O ciclo de vida do mosquito, como o Aedes aegypti, inclui uma fase larval aquática.

  • O que significa "redução da biodiversidade aquática" nesse cenário? Significa a morte de peixes, anfíbios (girinos) e outros insetos (como larvas de libélula) que vivem na água. * Qual o papel ecológico de muitos desses animais? Eles são predadores naturais das larvas de mosquito.

Portanto, a lógica do fluxograma, quando aplicada ao problema dos mosquitos, é a seguinte: a contaminação da água elimina os predadores aquáticos. Sem seus inimigos naturais, as larvas de mosquito se proliferam sem controle, o que leva a um aumento na população de mosquitos adultos e, consequentemente, a um maior risco de transmissão de doenças como zika e chikungunya.

3. Avaliação das Outras Alternativas

  • A) Disseminando verminoses: Embora a falta de saneamento possa causar verminoses, essa rota de risco não passa pela etapa de "redução da biodiversidade aquática", que é um passo obrigatório no fluxograma. * B) Causando a eutrofização de lagoas: A eutrofização é um tipo de contaminação da água e uma causa da redução da biodiversidade, mas não é o elo final com o risco à saúde, conforme a sequência do diagrama. * C) Aumentando a chance de contato com coliformes: Assim como as verminoses, este é um risco direto da "contaminação da água", mas ignora a etapa subsequente de "redução da biodiversidade aquática" mostrada no fluxograma. * E) Aproximando as pessoas das áreas de ocorrência de mosquitos: A urbanização pode fazer isso, mas não é a causa específica de risco descrita pela cadeia de eventos do fluxograma, que foca nas consequências ecológicas da poluição da água.

4. Conclusão

Seguindo a lógica apresentada, a urbanização leva à contaminação da água, que por sua vez causa uma diminuição na população de predadores aquáticos (uma forma de redução da biodiversidade). Essa ausência de controle populacional natural permite a proliferação de mosquitos, aumentando os riscos à saúde humana.